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Serviço de disseminação seletiva da informação em bibliotecas escolares

Atualmente, o volume de informações geradas e consumidas tem crescido de forma exponencial, tornando a cada dia mais complicado estar atualizado, ou seja, acompanhar a velocidade dos fatos. Dados são gerados a todo tempo e, de modo geral, as bibliotecas têm como missão facilitar esse processo, prestando serviços no que tange a manter seus usuários supridos de informações relevantes e atuais e proporcionando-lhes mais conforto quanto à localização de materiais bibliográficos.

Nesse contexto, a criação de metodologias que gerenciem dados e distribuam-nos de modo cadenciado é grandemente almejada entre pesquisadores, estudiosos e docentes que, por vezes, esbarram na falta de tempo para a realização de suas pesquisas. Esses mecanismos oferecem vantagens não somente para os usuários, mas também para as bibliotecas que os executam, pois as tornam organismos dinâmicos, aumentando suas possibilidades de envolvimento em pesquisas cada vez mais eminentes, bem como seu potencial enquanto canalizadoras de novos itens de informação.

Este artigo toma por base experiências realizadas em um colégio da rede particular de ensino e tem por finalidade propor metodologias que possibilitem a usuários em potencial receberem conteúdos de qualidade, atuais e que, na medida do possível, possam ser incorporados à realidade diária de bibliotecas escolares. A grande motivação para a aplicação desse mecanismo surgiu do anseio de se realizar um trabalho que efetivamente contribuísse com o processo de propagação direcionada de dados especificamente entre professores, em outras palavras, com a disseminação seletiva da informação (DSI).

A DSI surgiu na década de 1960 e teve uma rápida aceitação entre pesquisadores por ser um serviço que prima pela comunicação direcionada, de forma individualizada, procurando manter esses profissionais informados sobre as últimas publicações em suas áreas de interesse. Entretanto, ainda hoje a DSI busca um tratamento personalizado e compatível com o perfil e a linha de pesquisa de seus usuários, sendo caracterizada pela coleta da informação de acordo com sua relevância, indexação e divulgação dos dados.

A coleta da informação é um dos pontos mais importantes de todo o processo de disseminação da informação. Nesse momento, o bibliotecário deverá conhecer a necessidade real de seus usuários, pois de nada adiantará sufocá-los com conteúdos que não lhes sejam relevantes, simplesmente por se tratar de sua área de pesquisa ou de interesse. Deve-se também ter em mente que, além das informações disponíveis em formato impresso, atualmente se pode contar com uma gama de fontes de informação que oferecem documentos com credibilidade e na íntegra. Esse é o caso de periódicos e bases de dados on-line, além de portais que apresentam conteúdos cada vez mais ricos. No entanto, muitos professores acabam não encontrando tempo para acessar essas fontes ou preferem receber as informações de profissionais habilitados para a coleta.

O formato dos dados, por sua vez, dependerá da avaliação feita pelo bibliotecário com relação a seus usuários e poderá variar do envio de cópias de sumários à emissão de documentos na íntegra. Independentemente do meio escolhido, a biblioteca deverá assegurar-se de que a DSI não terá mudanças em sua essência, mas, sim, no método que utilizará para oferecer as informações. Dessa forma, esse serviço precisará ser constantemente avaliado e totalmente dirigido para as necessidades de cada usuário.

Definidos o usuário e o material, o bibliotecário deverá atentar para a indexação do documento. Nesse processo, palavras-chave deverão ser definidas e digitadas juntamente com a papeleta do serviço de DSI, que será definida pelo profissional e onde constará, entre outras informações, a fonte da qual o documento foi extraído.

O terceiro e último passo para a disseminação seletiva de informações é a divulgação propriamente dita. Nela, o profissional deverá ser criterioso o suficiente para definir seus usuários e costumes. Por exemplo: se sua clientela for tradicional, deve-se dar preferência aos documentos em formato impresso. Entretanto, se estiver bem adaptada à era digital, poderá ter boa receptividade para os documentos enviados por e-mail — ferramenta que, além de customizar o processo de divulgação da informação, consegue otimizá-lo, pois torna desnecessário fazer números grandes de fotocópias ou impressões, o que permite ao bibliotecário e sua equipe, devidamente capacitada, voltarem suas atenções à busca da informação.

O que se observa é que o serviço de DSI tem tomado proporções tão relevantes que a tendência é a de que sejam implantados softwares específicos que facilitem o processo de busca e disseminação da informação, tornando-o cada vez mais efetivo. Assim, espera-se, por parte das bibliotecas, uma circulação de dados que produzam soluções pertinentes às diversas necessidades informacionais. O sucesso da DSI está intimamente ligado à satisfação de seus usuários, e o ideal é que se estabeleçam meios para atingi-los de forma cada vez mais eficaz.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

OCETI, M. A. Disseminação seletiva da informação:teoria e prática.  Brasília: ABDF, 1980.

SOUSA, C. G.; BRIGHENTI, N. C. Disseminação seletiva da informação: um serviço de referência. Boletim ABDF. Brasília, v. 4. n. 1, p. 28-37 jan./mar. 1981.

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Betina von Staa é coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional e articulista da divisão de portais da Positivo Informática. Autora e docente de cursos on-line para a COGEAE, a Fundação Vanzolini e o UnicenP, é doutora em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP.

 
 
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