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 Jogo: uma atividade muito séria

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O trabalho pedagógico pode ser desenvolvido com atividades bem diferentes, e o jogo é um exemplo de estratégia que tem feito sucesso com os alunos e contribuído muito para tornar as aulas mais lúdicas e produtivas.

Embora pareça novidade, essa dinâmica já era defendida há muito tempo por inúmeros educadores, alguns famosos, outros nem tanto. Um deles foi o professor brasileiro Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido como Malba Tahan, que se estivesse vivo completaria 106 anos. Em seus escritos e nas inúmeras palestras que deu Brasil afora, ele condenava a didática utilizada na época, que descrevia como "detestável método da salivação", e defendia que as atividades escolares deviam ser dinâmicas e criativas.

No jogo, os alunos são desafiados constantemente por problemas que lhes são significativos e estimulados a pensar logicamente, confrontar seu ponto de vista com o dos colegas, desenvolver estratégias para conseguir atingir seus objetivos, imaginar o que o outro está pensando e trocar opiniões. Em geral, eles se supervisionam mutuamente e desenvolvem sua autonomia ao resolver problemas e buscar soluções para os conflitos que surgem no grupo.

Mas como incluir os jogos em planejamentos tão cheios de conteúdos? Como arrumar tempo para o lúdico se as aulas são sempre tão curtas? Se jogar for visto somente como uma atividade que diverte os alunos, naturalmente será uma perda de tempo dedicar uma parte da aula para isso. No entanto, se além de uma tarefa divertida, o jogo for visto pelo professor como uma rica oportunidade de trabalhar assuntos relacionados à sua disciplina, a questão do tempo passa a ser vista de outra forma.

Não só as crianças sabem que aprender conteúdos desprovidos de significado é uma tarefa muito difícil e chata. Todos nós sabemos disso. Mas, quando os conteúdos escolares são apresentados de uma maneira lúdica, os alunos os aprendem verdadeiramente e com mais facilidade. Cabe ao professor selecionar os jogos segundo seus objetivos e organizar sua turma para resolver os desafios que vai propor.

Os alunos que nunca trabalharam dessa forma poderão apresentar dificuldades iniciais. Isso porque o jogo é uma atividade que exige, entre outras coisas, organização do espaço, controle do tempo, participação de todos, respeito pelo ritmo e ponto de vista do outro. É importante que o professor aproveite as situações de conflitos que eventualmente surgirem para trabalhar essas questões com seu grupo e, aos poucos, ajudá-lo a superar os obstáculos.

Jogos tradicionais podem ter suas regras modificadas e novos desafios podem ser criados com a ajuda dos próprios alunos. Pode-se criar jogos utilizando materiais de sucata e aproveitar a oportunidade para despertar no grupo a preocupação ecológica. Assim, tampinhas coloridas de refrigerante podem se tornar peças de um jogo para trabalhar com números negativos, e figuras recortadas de jornais podem se transformar em desafios envolvendo conteúdos de história e geografia. Os recursos da informática também podem ser aproveitados na elaboração de jogos para o trabalho com as diferentes disciplinas.

Experimente, lance mão de sua criatividade e invente jogos desafiantes para seus alunos!

 

 
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