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Tecnologia em educação

Carlos Eduardo Motter

A discussão em torno dos rumos que a educação pode tomar é, e deve continuar sendo, um dos focos principais para os educadores. Nesse escopo, além do debate da reformulação da educação como um todo, vem à tona a inserção de novas tecnologias nesse processo.

O que deve ser discutido é a forma correta de utilização da tecnologia e não se ela deve estar presente na vida escolar, sob pena de, se não estiver, deixar lacunas na formação do indivíduo, uma vez que, no cotidiano, desde a mais tenra idade, e mesmo que inconscientemente, ele está inserido em um meio cada vez mais tecnológico e interagindo com esse meio.

O termo “tecnologia” é vasto, mas, em se tratando de ambientes educacionais, certamente a coqueluche do momento é a Internet. Um ambiente enorme, poderoso, mas que pode esconder armadilhas perigosas atrás de conteúdos impróprios ou com erros conceituais, além de permitir a disseminação de idéias muitas vezes inadequadas por meio das ferramentas de comunicação disponíveis. A Internet, pelo seu caráter anárquico, sem “dono”, esconde esses perigos, mas, sem dúvida, representa uma evolução muito grande no acesso à informação e na facilidade de comunicação entre as pessoas.
De forma a organizar informações e públicos com afinidades específicas, criaram-se na Internet os “portais”. Essa parece ser a fórmula mais adequada para a disponibilização da Internet em um ambiente educacional.

Em um projeto desenvolvido adequadamente, a utilização da Internet deve contemplar duas grandes frentes: conteúdos e comunicação.

No desenvolvimento e seleção de conteúdos, busca-se a criação de um ambiente controlado em que os usuários vão encontrar informações fidedignas para suas pesquisas. É importante também que a utilização da informática agregue características inerentes a essa tecnologia, ou seja, deve-se buscar o desenvolvimento de conteúdos que usem recursos que somente são possíveis por meio de computadores, e não simplesmente a utilização destes como meios de reprodução de conteúdos já disponíveis em outras mídias. Isso é possível pela criação de conteúdos multimídia, como, por exemplo, simuladores, animações e recursos de áudio e vídeo, explorando sempre a possibilidade de interação do usuário com a máquina para levar o aluno a construir hipóteses, testá-las e validar os resultados. Isso sem falar no ganho de qualidade que esses conteúdos podem agregar às aulas expositivas, pois eles podem exprimir situações impossíveis em uma sala de aula convencional.

Como ferramenta de comunicação, a Internet abre um campo de desenvolvimento novo, como capacidade de interação em tempo real (e com baixo custo) de alunos em diferentes localidades geográficas. Por meio dessa possibilidade, surgem os projetos educacionais colaborativos, que, quando conduzidos e incentivados por um moderador, levam os alunos a aprenderem com seus pares. Nesses projetos, que não precisam ser totalmente virtuais, os alunos são levados a pesquisar e, depois, pelas ferramentas de comunicação, trocam idéias com outros alunos sobre o tema, o que culmina em uma proposta de ações para a sociedade. Para os educadores, a capacidade de comunicação oferecida pela Internet, além do benefício da criação de projetos, deve ser encarada como uma possibilidade de contato com outros profissionais da área, levando a um aprimoramento profissional.

A experiência do Grupo Positivo nessa área consiste no desenvolvimento do Portal Educacional. Nesse projeto, uma equipe heterogênea — composta de educadores das diversas disciplinas e níveis de ensino, pedagogos, psicólogos, bibliotecários, programadores e designers — trabalha para a criação de um ambiente adequado ao ensino e aprendizagem das crianças e adolescentes, bem como fornece subsídios para a pesquisa e a comunicação de educadores e famílias associadas ao portal.

Esse projeto, que se baseia na busca constante da otimização dos recursos computacionais e na criação de conteúdos próprios e de ferramentas específicas para o meio educacional, leva em conta dois aspectos essenciais: primeiro — o professor deve ser o agente na utilização da tecnologia e, por isso, as ferramentas devem ser elaboradas para atender às suas expectativas e necessidades; segundo — a Internet é mais uma ferramenta que deve enriquecer o currículo e o cotidiano escolar e não pode ser vista como um recurso deslocado dessa realidade.

Carlos Eduardo Motter
Gerente de atendimento do Portal Educacional

 

 
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