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A desproporcionalidade informacional

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A priori, somos obesos de informações, mas insatisfeitos com a gula que nos consome diariamente. De todas as maneiras, no dia-a-dia, somos bombardeados por notícias que chegam dos mais amplos e diversos canais de comunicação.

A evolução tecnológica dos equipamentos de informática é algo que a cada dia cresce para suprir a demanda dos famintos por informação ou daqueles que querem acompanhar essa evolução por simples modismo.

Recentemente, a revista Veja publicou uma reportagem com Steve Jobs, o criador dos equipamentos Macintosh, que desenvolveu o I-Pod, um aparelho digital portátil de músicas que está revolucionando o mundo digital. Esse equipamento possui a capacidade de armazenar mais canções em MP3 do que um CD comum e tem ainda as funções de gravar, transmitir músicas de rádios FM, entre outras. Isso é algo inusitado, fantástico e, ao mesmo tempo, supérfluo. Esse pequeno apetrecho, o I-Pod, é semelhante ao walkman, que fez muito sucesso na década de 1980, criado pela empresa Sony.

Mas, diante de várias descobertas tecnológicas e com a obsessão de se inserir no mundo virtual, o ser humano busca a perfeição para si diante de uma tela de computador. Com tantos recursos a sua disposição, ele luta pela perfeição a ponto de querer se igualar aos fenômenos da Física. Em suma, sempre haveremos de colidir com a vida, procurando uma esperança nas ciências. As nossas imperfeições já começam pelos nossos sentidos. Algum tempo atrás, um certo filósofo francês de nome Descartes ousou e afirmou isso em uma simples frase: “Nossos sentidos são falhos”.

Imagine se inexistissem falhas e erros e, sim, sempre acertos, ou melhor, se não existissem as contradições. Talvez, não tivéssemos esta atual estrutura física dicotomizada. Aliás, não me permito imaginar como seríamos. Mas já posso sentir que aparentaríamos ter uma unicidade inata.

Em virtude disso, não se pode saber tudo, pois, sem perdermos tempo, o número de publicações científicas cresce aterradoramente. E cientificamente já foi comprovado que é impossível se atualizar e reter todas as informações. Refiro-me a informações generalizadas, independentemente dos assuntos.

Assim, é imprescindível que no presente sejamos proativos com relação ao conhecimento, mas também que este seja absorvido de forma equilibrada e que sirva para atender às nossas necessidades. Logo, ao deglutirmos a informação, não corremos o risco de nos “entalarmos”, evitando uma boa digestão cultural.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

GIANNETTI, Eduardo. Obesos de informação, famintos de sentido. Atividades & Experiências, Curitiba, n. 8, p. 40-41, 2003.

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Márcia Vidal
Coordenação de Bibliotecas C7s

 
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