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  O coração alegre aformoseia o rosto

“O coração alegre aformoseia o rosto.” Pv 15:13



O testemunho que darei aconteceu em janeiro de 1997, no interior do Estado do Paraná, com um menino de 12 anos.

Nas férias desse ano, um grupo de jovens dedicou duas semanas em outra cidade para falar do amor de Jesus. Era uma viagem missionária e eu estava nesse grupo. Éramos dezessete pessoas e estávamos muito animados com o desafio.

Minha principal tarefa era liderar uma pequena equipe para realizar, num bairro da cidade, uma Escola Bíblica de Férias (EBF). O programa incluia histórias bíblicas, muita música, atividades manuais, brincadeiras e lanche. Seriam quatro tardes assim.

Saímos pelas ruas convidando as crianças e foi aí que uma moça de nossa equipe encontrou o Ronaldo e o chamou para participar das programações.

No primeiro dia, tivemos cerca de 80 crianças entre 3 e 16 anos, num espaço pequeno. Estava muito quente e a agitação era grande.

Já estávamos orando por algum tempo, mas antes do início de cada programação, a equipe se reunia para pedir a presença e atuação de Deus na vida daquelas crianças. E a cada dia Deus nos respondia de forma emocionante.

O Ronaldo compareceu ao primeiro dia e levou um amigo. No entanto, sua intenção era pura e simplesmente perturbar. Ele batia em quem quisesse, empurrava, gritava no meio das histórias, jogava pedrinhas na cabeça dos outros e falava muitos palavrões.

Já era difícil manter a ordem com todas aquelas crianças e o Ronaldo só piorava tudo. Por isso, no final de cada dia, orávamos especificamente pela vida dele, pedindo que Deus achasse um lugar em seu coração e o transformasse pelo amor de Jesus. Também pedíamos muita paciência para a equipe, pois estava realmente difícil lidar com a situação.

Sempre alguém tentava se aproximar, mas ele não aceitava e respondia com chutes e empurrões. Se o tocássemos, ele avançava.

No terceiro dia, fui até ele sem muitas esperanças e perguntei o que sentia para ser tão bravo e rebelde. Seu rosto, geralmente franzido pela dureza do seu coração, apertou mais os olhos, apontou para todos ao seu redor e disse: “eu odeio todos essas crianças”. Encontrei espaço para dizer que somente Jesus poderia mudar aquela situação e poderia fazê-lo se sentir em paz.

O fato de o Ronaldo ter respondido às minhas perguntas e ter ouvido o que eu disse sem me ameaçar já era resposta das nossas orações.

No último dia, quando comecei a contar a história da morte e ressurreição de Jesus, o Ronaldo chegou de bicicleta e com muita raiva. Ele estava entrando com tudo na igreja quando meu marido, em pé na porta, o segurou e olhando firme falou: “se quiser participar, entre sem bicicleta. Caso contrário, fique do lado de fora, pois hoje não queremos bagunça.”

Surpreso com a primeira atitude enérgica naqueles quatro dias, Ronaldo guardou sua bicicleta e ficou escondido na porta.

Naquele dia, muitas crianças choraram ao entenderem o amor de Jesus e entregaram sua vida a Ele. O Ronaldo, visto somente pelo meu marido, também fez essa decisão e orou sozinho.

Ao final, quando todos estavam indo embora, ele entrou na igreja, com a cabeça meio abaixada, acanhado, com um semblante totalmente diferente e um sorriso leve.

Disse que havia pedido ajuda de Jesus e agora se sentia diferente. Ele me olhou com os olhos cheios de lágrimas e me deixou abraçá-lo. Nunca me esquecerei do significado daquele abraço.

Domingo à noite ele foi ao culto e, sentado no meio de outras crianças, na primeira fila, prestou atenção em tudo, sem interferir, com os olhos e rosto totalmente em paz.

Jamais esquecerei da transformação que ocorreu na vida daquele menino, tão visível em seu rosto. Foi uma prova viva do que só Deus pode fazer no coração de quem realmente o aceita e o convida para ser Senhor e Salvador.

Com certeza ele ainda está sendo trabalhado por Deus, mas naquele dia, em 1997, ele entendeu que sua vida poderia ser melhor com Jesus e sem medo ou orgulho, entregou-se a Ele.

“Eu lhe asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no reino dos céus. Portanto, quem se faz humilde como esta criança, este é o maior no reino dos céus.” Mateus 18:3-4

Se você também tem alguma experiência com Deus que queira compartilhar para abençoar outras pessoas, mande-nos um e-mail com sua história.

   

 
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