
Lançadas pela primeira vez no ano de 2000, as Oficinas do Texto são um dos grandes diferenciais do portal.
Apesar da enorme quantidade de inovações implementadas desde as primeiras edições, a idéia básica permanece a mesma: trabalhar a produção de textos de uma forma absolutamente original.
Em cada oficina, os alunos e alunas criam no computador a sua versão de um livro virtual, com base em uma seqüência de imagens e/ou textos produzidos por artistas de renome. A obra virtual é impressa com excelente qualidade gráfica e entregue a cada co-autor ou co-autora em sua escola.
Centenas de milhares de livros e jornais entregues por todo o Brasil atestam o espetacular sucesso dessa experiência, que chama a atenção dentro e fora das escolas.
Dois nomes importantes para a pedagogia estão por trás da concepção dessa proposta:
Inspirados nesses autores e em outros que pertencem à mesma linha psicológica e pedagógica e cientes de que um dos desafios de ensinar a ler e a escrever é evitar que o processo resulte em uma aprendizagem que não desperta o interesse genuíno por essas atividades, criamos as primeiras experiências de autoria de “livros” e “jornais” em nossas oficinas.
Os resultados que observamos nos primeiros anos nos mostraram que a participação nessas atividades oferece grande motivação para fazer pesquisas, análises, reflexões e para o exercício da criatividade. Elas levam crianças e adolescentes a escrever com interesse e oferecem situações divertidas e significativas de contato prazeroso com a linguagem escrita.
Durante a realização da primeira Oficina do Livro, cujo tema eram os direitos da criança, surgiu uma discussão sobre a necessidade de os textos dos alunos serem corrigidos antes de ser feita a impressão definitiva do livro.
Chegou até nós um exemplo de um aluno que escreveu “caxorro” e recebeu o livro impresso com a palavra grafada dessa forma.
Quanto à necessidade de correção, existem duas opiniões mais correntes:
Uma vez decidido que há necessidade de fazer uma revisão embasada no bom senso, é preciso levar em conta outros aspectos:
Dessa forma, fica claro que o processo de revisão em uma atividade dessas, especialmente na Educação Infantil e nas séries iniciais, não pode ser feito de forma impessoal, e cada caso exige determinado tratamento. Por isso, acreditamos que não cabe ao portal realizar esse trabalho e, sim, a cada escola e educador.
Na verdade, entendemos a Oficina do Livro como uma atividade altamente motivadora que, justamente por dar origem a um material impresso, incentiva ainda mais os alunos a escrever de maneira correta. A atividade de correção, que pode ser feita por meio da impressão de cada texto, na escola, antes do envio da versão final, é uma ótima chance de conduzir um trabalho de alto valor educativo.
Assim, acreditamos que a responsabilidade pela correção dos textos da Oficina do Livro deve ser de cada escola. Sabemos que isso provoca algumas dificuldades, mas também temos convicção de que esse é mais um desafio que só leva a um aumento da qualidade do trabalho educativo.
Para auxiliar os professores nessa tarefa, estamos oferecendo alguns recursos que podem ser acessados pelo Gerenciador de Oficinas. Um deles é a possibilidade de deixar “ativa” uma ferramenta automática de revisão ortográfica que se limita a corrigir erros de grafia; e a outra, a de o professor visualizar e editar os textos elaborados por seus alunos antes que eles sejam impressos pelo portal. Nesse caso, é o professor quem define o quanto deve interferir nas produções dos estudantes. Mesmo oferecendo esses recursos para correções dos textos, nossa recomendação é que as idéias originais dos alunos sejam preservadas e os livros possam mostrar o jeito como cada criança e adolescente escreve em determinada idade.