Malba Tahan é autor do famoso livro O
Homem que Calculava, um verdadeiro sucesso literário, já traduzido
em doze idiomas e com muitas dezenas de edições em português.
Quem ouve falar do nome desse escritor é levado a acreditar que
ele seja algum estrangeiro, provavelmente alguém nascido lá nas
Arábias. Muitos se admiram ao descobrir que esse exímio contador
de histórias nunca existiu de verdade, mas é um personagem de um
criativo professor brasileiro. Trata-se de Júlio César
de Mello e Souza, um carioca nascido em 1895.
Segundo sua biografia, o professor Júlio criou o pseudônimo Malba
Tahan para suas obras, que contavam histórias passadas nas areias
da Arábia. Elas envolviam situações de divisão de bens e problemas
de álgebra e aritmética apresentados sob a forma de instigantes
desafios de lógica.
Júlio César era um educador preocupado com a forma como a matemática
vinha sendo abordada em sala de aula e criticava os métodos utilizados
para trabalhar essa disciplina. Acreditava que a didática tinha
de mudar, que a matemática não deveria ser vista como um bicho-papão,
nem como uma disciplina sem vida que só exigia dos alunos muita
memorização e treinamento.
Resolveu, então, contribuir para mudar esse quadro e mostrar às
pessoas que a matemática pode ser uma divertida e desafiante aventura.
Além de escrever livros, Júlio César viajou por todo o Brasil para
dar palestras a estudantes e defender a idéia de que é possível
trabalhar a matemática de forma dinâmica e criativa.
Quem ler seus livros vai encontrar enigmas para resolver e, com
certeza, ficará encantado com a forma que ele utilizava para apresentar
desafios lógicos.
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