por Gilson Brun
Imagine esta cena: um halterofilista se prepara para
tentar um levantamento de 160 kg. Ele caminha para o recipiente com magnésio,
passa um pouco nas mãos e pega a barra. Levanta-a com dificuldade até
ao pescoço, arfa de esforço enquanto prepara o segundo passo do
levantamento, mas depois de iniciar o movimento para levantar a barra por cima
da cabeça, o músculo que rodeia a omoplata direita cede violentamente,
desprotegendo a coluna do atleta.
A carreira desse halterofilista foi interrompida nesse instante. O impacto de
160 kg o atirou irremediavelmente em uma cama de hospital, tetraplégico.
A conclusão do inquérito imediatamente instaurado não deixou
espaço para dúvidas: as constantes ingestões de anabolizantes
"esticaram" o músculo de tal maneira que, numa situação
de esforço, este rompeu-se brutalmente.
Moral da história: os anabolizantes, que anos antes haviam adquirido
virtudes de poção mágica, provaram a sua falibilidade.
Esse acontecimento não foi inventado por ninguém. É a história
verídica de um atleta finlandês que estava disputando um campeonato
mundial e viu sua carreira de vitórias e conquistas ser destruída
em poucos segundos. Tudo porque ele, em vez de melhorar seu desempenho através
de treinamento, utilizou um meio ilegal.
Infelizmente, nas academias a coisa não está muito diferente.
Muitos garotos estão tentando ficar mais fortes usando substâncias
químicas que aumentam seu desempenho de uma maneira antinatural.
Você seria capaz de utilizar uma substância dessas, mesmo sabendo
que poderia ser punido? E os efeitos colaterais dessas drogas no nosso organismo?
Você pensa sobre isso?
Doping no esporte: saiba mais sobre esse assunto
Devido ao uso abusivo de substâncias químicas proibidas, o Comitê
Olímpico Internacional (COI) criou em 1967 uma comissão formada
por médicos para combater o crescimento do doping.
Através da análise da urina do atleta, facilmente coletada, é
possível detectar as cinco principais classes de substâncias proibidas:
Estimulantes
Narcóticos e analgésicos
Esteróides anabolizantes
Betabloqueadores
Diuréticos
A partir de 1992, o COI passou a coletar amostras de sangue para investigar
a presença de alguma droga que não tivesse sido detectada na urina.
O controle do doping
O maior problema para os especialistas que travam essa batalha incansável
contra a utilização de substâncias proibidas é que
se descobre o teste antidoping somente depois da criação da droga,
ou seja, quem usa está sempre alguns passos à frente, mas a cada
dia está perdendo essa vantagem.
Conclusão
Fica no ar a dúvida: você usaria uma droga para tentar ganhar uma
competição, mesmo sabendo que o doping coloca em risco sua saúde?
Lembra-se do halterofilista que acabou com sua carreira esportiva por usar uma
droga proibida? Ele pensou que isso iria trazer sucesso para ele. No entanto,
acabou com a sua vida.
Gilson
