Entrevistas Entrevista da Semana
Marcos Cezar de Freitas
"Anísio Teixeira tem que ser entendido como um homem de ação. "
Marcos Cezar de Freitas
 

Marcos Cezar de Freitas é professor da Universidade São Francisco (USF-SP) e coordena o Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa em História da Educação (CDAPH), do Instituto Franciscano de Antropologia. É autor de Álvaro Vieira Pinto: a personagem histórica e sua trama (Cortez Editora) e organizador de Memória Intelectual da Educação Brasileira (Edusf).

 
 

"Anísio Teixeira foi o mais plural dos intelectuais que o Brasil teve
no século XX."

A magnitude de Anísio Teixeira é própria de um pensador social dos mais profundos, que não perde em nada para Gilberto Freyre ou qualquer outro. (...) Ele precisa ser lembrado ao lado de historiadores como Sérgio Buarque de Holanda, sociólogos como Florestan Fernandes e antropólogos como Emílio Willens.



Há cem anos, nascia Anísio Spínola Teixeira (1900-1971). Tido como um dos educadores mais importantes deste século em todo o mundo, seu legado à educação brasileira é inestimável. Tanto fez que fica complicado resumir sua trajetória em poucas linhas (ver biografia). Mais árduo que isso só mesmo o trabalho hercúleo a que se dedicou desde os anos 20: reformar a educação pública para consolidar a democracia no país e forjar uma nova nação.

Hermes Lima, seu biógrafo, compara-o a um estadista. Jorge Amado, ao dedicar-lhe o romance Capitães da Areia, prefere defini-lo, docemente, como "amigo das crianças". Um historiador que se depare com seus inúmeros feitos o verá como uma fonte que nunca se esgota, como um rio caudaloso. Marcos Cezar de Freitas, por exemplo, o define ora como um "plantador de instituições", ora como "um manancial de exemplos de como resolver determinadas situações ainda postas e não resolvidas na educação brasileira".

As metáforas não são à toa. Esse rio caudaloso bem poderia ser o São Francisco, que banha o sertão baiano, onde o educador nasceu. Para Anísio, o verdadeiro rio da unidade nacional é a educação pública. Se o rio pode fazer do sertão um oásis, a educação pode criar um novo Brasil. Se o São Francisco separa o país em duas regiões - o próspero Centro-Sul e o miserável Norte-Nordeste -, a educação separa a nação em dois povos: os que têm e os que não têm acesso à formação de qualidade.

Como bom plantador, Anísio Teixeira acreditava que não basta semear escolas e que por trás de um belo jardim está um jardineiro cuidadoso. Para ele, reformar o ensino significava aliar investimentos na educação fundamental a um amplo programa de formação de professores nas universidades. Assim como o camponês percebe os indícios da natureza para programar o plantio, o educador também devia estar atento às particularidades de sua região na hora de idealizar um programa de ensino.

Sua reforma do ensino municipal do Rio de Janeiro nos anos 30 projetou Anísio Teixeira nacionalmente. A criação do Centro Popular de Educação Carneiro Ribeiro, na Bahia dos anos 50, levou sua fama para além de nossas fronteiras. Mais conhecido como Escola Parque, esse centro fornecia às crianças uma educação integral em dois turnos, cuidando de sua alimentação, higiene, socialização, preparação para o trabalho e para a cidadania.

As instituições que eregiu deram o status de curso superior ao magistério e o status de pesquisador ao educador. Só não trouxeram mais frutos porque os ventos se encarregaram de trazer as intempéries bem na hora da colheita. Durante o Estado Novo, entre 37 e 45, Anísio interrompeu a carreira para se dedicar ao comércio. Com o golpe de 64, veio a aposentadoria compulsória.

O pesquisador Marcos Cezar de Freitas, em seu livro História, Antropologia e a Pesquisa Educacional no Brasil (no prelo), refresca a memória de quem vê em Anísio apenas o homem que fez da educação o seu sacerdócio. Para ele, Anísio deve ser lembrado como um dos maiores pensadores sobre a história da sociedade brasileira.

Como o senhor avalia o legado de Anísio Teixeira para a educação brasileira?

Marcos Cezar de Freitas - Existem dados biográficos a seu respeito que são bastante conhecidos: o educador baiano se envolveu com algumas reformas educacionais muito importantes nos anos 20, na Bahia, e na década seguinte, no Distrito Federal, que era o Rio de Janeiro, com a proposta de uma nova universidade, e assim sucessivamente. Seu projeto do Centro Educacional Carneiro Ribeiro, realizado na Bahia, nos anos 50, é uma referência internacional e, mais tarde, a Universidade de Brasília também. Anísio Teixeira foi, antes de mais nada, um plantador de instituições. Ele tinha uma concepção de ciência como coisa pública. Por isso, foi um organizador de instâncias de investigação no estado. Se fôssemos enumerar as instituições que, direta ou indiretamente, surgiram por sua influência, nós ocuparíamos muito tempo de nossa entrevista. Eu tenho procurado analisar a obra dele tentando perceber o quanto ele se aproxima de determinadas vertentes historiográficas e o quanto ele se distancia de outras, de modo a traçar um outro perfil desse educador importante, mas também já bastante analisado.

Que aspectos de seu pensamento ainda são pouco conhecidos?

Marcos Cezar de Freitas - Vale a pena salientar algo que é pouco visto. Ele é comumente apresentado como discípulo de John Dewey, o que está correto, e como um dos principais representantes da escola nova do Brasil. Mas ele precisa ser lembrado ao lado de historiadores como Sérgio Buarque de Holanda, ao lado de sociólogos como Florestan Fernandes e ao lado de antropólogos como Emílio Willens. Ele teve os mais variados parceiros intelectuais e foi um autor multifacetado, como um caleidoscópio, que, dependendo do ângulo pelo qual você olha, vê algo diferente. Estou convencido de que ele foi seguramente o mais plural dos intelectuais que o Brasil teve no século XX.

Neste ano, comemora-se o centenário de nascimento de Gilberto Freyre e de Anísio Teixeira. Porém, o de Anísio não é celebrado com a mesma intensidade. É como se os educadores não fossem vistos como pensadores até hoje...

Marcos Cezar de Freitas - Pois é, um dos autores que mais repercutiram, para o bem e para o mal, ao longo do século XX foi Euclides da Cunha, com Os Sertões, em 1902. Ele teceu imagens, a maioria delas equivocada, sobre civilização e barbárie, muitas delas assentadas em preconceitos da época, e considerações muito duvidosas acerca das diferenças raciais. Mas o fato é que repercutiram muito. Nos anos 40 e 50, Anísio Teixeira foi quem mais se sensibilizou com a questão das diferenças regionais. Ele pegou a tradição euclidiana e varreu, mandou para fora, o ranço cientificista, racista, e fez prevalecer a preocupação com a diferença entre o regional e o nacional. O raio e a magnitude de sua influência são próprios de um pensador social dos mais profundos, que não perde em nada para Gilberto Freyre ou qualquer outro.

E essas diferenças regionais na educação só foram reconhecidas na última LDB, não é mesmo?

Marcos Cezar de Freitas - Sim, com todas as dificuldades de implantação que isso traz e que acabam, às vezes, deturpando a idéia original manifesta na LDB, mas é verdade, sim.

Anísio Teixeira escreveu suas obras nos intervalos de suas muitas funções públicas. Será que ele não foi reconhecido como um dos grandes pensadores brasileiros pelo fato de que o homem público acabou ofuscando o autor?

Marcos Cezar de Freitas - Pode ser. Apesar de que Anísio Teixeira tem que ser entendido como um homem de ação. Ele escrevia para iluminar seu próprio caminho, para compreender o que ele mesmo estava fazendo. Ele era um estadista. Hermes Lima, autor de sua biografia, o chamou de estadista da educação. Isso fez com que escrevesse quantitativamente menos do que era capaz.

Ele tinha um projeto nacional...

Marcos Cezar de Freitas - Exatamente. O projeto de dar uma identidade ao país a partir da reconfiguração da escola e da infância.

O senhor realizou uma pesquisa acerca da obra de Anísio Teixeira dentro da história das idéias sobre a sociedade brasileira. A que conclusões o senhor chegou?

Marcos Cezar de Freitas - Se, metaforicamente, imaginássemos a cultura brasileira dividida por um rio, em uma margem estariam interpretações como a de Gilberto Freyre, na qual vamos encontrar elementos descritivos que tomam nosso passado português, apesar de complexo, como algo positivo, pois encontrou soluções originais diante das dificuldades do meio. O exemplo mais famoso a respeito disso é a idéia da democracia racial.

Anísio Teixeira está na outra margem. Sua obra se parece muito, em alguns aspectos, com as conclusões de Sérgio Buarque de Holanda, em um determinado momento, e de Florestan Fernandes, em outros momentos. Não que ele seja diretamente influenciado por eles. Em relação a Buarque de Holanda, há também em Anísio Teixeira um lamento muito forte em relação ao nosso passado ibérico, ao fato de ter sido plantada aqui uma cultura de forte cunho privatista, de dificuldade de construir uma esfera pública para que a democracia se consolidasse. Ele se incomoda pela forma através da qual uma sociedade dupla se instalou a partir da colonização.

O que ele quer dizer com sociedade dupla?

Marcos Cezar de Freitas - Somos um país mergulhado em uma dubiedade, em uma duplicidade. Há um país real e um país legal, das leis. Há uma distância entre o proclamado e o feito, entre as intenções e as proposições levadas adiante.

Como isso afeta a educação brasileira? Quais proposições não são levadas adiante?

Marcos Cezar de Freitas - A educação brasileira é uma conseqüência disso. Por exemplo, na colonização brasileira havia uma cisão entre os seus reais objetivos espoliadores e os objetivos alardeados, de evangelização. O que aconteceu foi que a sociedade rapidamente se cindiu em estratos ricos e pobres e, como conseqüência, passamos a ter uma educação diferente para cada camada. O estado estava sempre vinculado à educação dos estratos mais ricos. Ele sempre foi um fomentador da educação secundária e superior, abandonando a educação primária, que seria um elemento universalizador das chances na sociedade.

Isso me faz pensar na posição do MEC de priorizar os ensinos fundamental e médio, relegando as universidades a um segundo plano. Será que Anísio Teixeira, que se dedicou tanto à escola primária quanto às universidades, aprovaria a atual posição do ministério?

Marcos Cezar de Freitas - Ao fechar o raciocínio histórico dele quanto à educação, eu acabo respondendo sua questão. Numa sociedade cindida dessa forma, Anísio diz que, quando surgem as classes médias, esse sistema duplo se torna triplo: uma educação para os pobres, outra para a classe média e outra para os ricos. Outra cisão que ele aponta: a indústria, quando emerge em uma sociedade, geralmente motiva a sua modernização. No Brasil, ela era conseqüência das atividades empresariais do latifúndio. E como se solucionam essas cisões? Tomando o ensino fundamental como um renovador da sociedade brasileira. Só que essa renovação é impossível se não for combinada com um amplo projeto de formação de professores. Por isso, quando Anísio pensava na universalização da escola primária, não deixava de pensar na universidade. O seu projeto de universidade contemplava a figura do professor, antes de tudo, como um pesquisador em educação, alguém que - como ele dizia - se envolvia com a arte de educar e com as ciências-fonte da educação: a filosofia, a psicologia, a história, a sociologia, etc. Por isso, não havia prioridades.

Como o senhor avalia a reedição da obra de Anísio Teixeira a partir dos anos 90 pela UFRJ? Isso mostra que se acredita na atualidade do seu pensamento ou é apenas uma iniciativa para preservar sua memória?

Marcos Cezar de Freitas - As duas coisas. Tanto ela tem um cunho de resgate como demonstra o espanto geral de muitos educadores, felizmente em razão da atualidade de Anísio Teixeira. No Rio de Janeiro, as professoras Zaia Brandão e Ana Valesca são autoras de um trabalho coletivo muito interessante chamado Por Que Não Lemos Anísio Teixeira? Eu me surpreendo com o seguinte paradoxo: o Brasil tem o privilégio de contar com uma tradição tão rica como a de Anísio Teixeira - ele é seguramente um dos educadores mais importantes do século XX em todo o mundo, é um pensador de porte internacional - e, ao mesmo tempo, o país tem tantas dificuldades educacionais hoje em dia. Anísio Teixeira é um manancial de exemplos de como resolver determinadas situações ainda postas e não resolvidas.

Uma dessas questões certamente é a educação integral. Por que jamais frutificou no Brasil um projeto semelhante ao do Centro Carneiro Ribeiro, em que havia a educação fundamental em um dos turnos e formação esportiva, cultural e artística no outro?

Marcos Cezar de Freitas - Eu acho que isso pode ser visto da seguinte maneira: elas surtiram efeito, sim, mesmo que muito pequenos diante do que ele havia projetado. O que foi rapidamente possível para ele mesmo perceber é que a efetiva realização desses projetos dependia de uma ampla reestruturação da esfera pública. Então, o que ele vai dizer em 1956, na Câmara dos Deputados, quando estava em debate a Lei de Diretrizes e Bases de então? Ele dizia que a educação é cara porque uma guerra é cara. É impossível fazer uma guerra gastando pouco dinheiro. É impossível resolver questões dessa envergadura - ele sempre se vale de um raciocínio histórico, de questões que estão aqui há quatro séculos - apenas mudando uma instituição de A para B ou de B para C. O que está em jogo, nessa instituição Carneiro Ribeiro, é uma nova maneira de entender a infância. Por isso é que me pareceu fértil pensar Anísio Teixeira pela via historiográfica. Ele estava próximo daqueles pensadores de que falei, não porque comungasse com os mesmos ideais políticos, mas porque reiterava que, quando a sociedade brasileira expande determinado setor, ela o faz de forma privada. Então o que começa a acontecer imediatamente? Aumenta a atenção à infância e passa a haver mais vagas escolares, só que dominantemente em instituições privadas. O problema apontado assiste paradoxalmente a uma retirada das realizações da esfera pública.

O senhor concorda que a implantação de centros de educação integral, como os Cieps e os Ciacs, por alguns governos é um sinal de que as idéias de Anísio Teixeira poderiam ser adotadas nacionalmente?

Marcos Cezar de Freitas - Eu acho que não. Os Cieps seguiam orientação de Darcy Ribeiro. Eu diria que isso são ecos da sua convivência com Anísio Teixeira, que estão presentes, sem sombra de dúvida. O Anísio nomeou o Darcy Ribeiro diretor da Divisão de Pesquisas Sociais do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE). Eles dividiram o projeto da Universidade de Brasília. Só que os projetos do Anísio eram muito mais abrangentes e mais bem amarrados. Havia uma série de considerações paralelas, como o amplo projeto de formação de professores de que falei, que tornava a convivência em tempo integral com a escola um projeto para toda a sociedade. E nesse sentido nem os Cieps, nem os Ciacs reeditaram isso.

Quando Anísio optou pela carreira de educador, na década de 20, não sabia ao certo o seu futuro, já que a profissão não estava estruturada. Qual era o perfil dos pioneiros da educação?

Marcos Cezar de Freitas - Uma amostra de como isso era algo nebuloso pode ser percebida em Fernando de Azevedo, seu companheiro e fundador da USP. Ele era sociólogo e professor de educação física. Anísio tinha formação jurídico-filosófica. E assim eram tantos outros. Num país de escassas instituições de ensino superior, as profissões relativas às ciências humanas derivavam do direito, quando não da medicina ou da engenharia, que formavam o tripé das profissões no início do século. Alguns, de formação religiosa, entravam em contato com a filosofia. O exercício efetivo da profissão de educador passou a ser estruturado quando Anísio Teixeira e outros que o circundavam entraram em cena. Não é à toa que esse grupo ficou conhecido como o dos pioneiros, dos renovadores da educação, porque, a partir dos anos 20, eles começaram a organizar reformas e medidas que, de certa forma, solucionavam problemas que eles mesmos reproduziam em seu cotidiano. Lourenço Filho foi fazer reformas no Ceará, Fernando de Azevedo, no Rio e em São Paulo, Anísio Teixeira, na Bahia e no Rio. Embora diferentes entre si, eles abriram a própria estrada antes de trilhá-la.

Uma iniciativa para melhorar o status de educador foi dar a estrutura necessária para tornar o educador um pesquisador...

Marcos Cezar de Freitas - Completamente. E o maior exemplo disso foi um projeto polêmico, mas muito interessante, chamado Cidades-Laboratório. Por intermédio dele, objetivava-se espalhar pesquisadores pelo Brasil, em sua maioria antropólogos, para perceber as culturas locais e as dificuldades de inserção da escola na cultura local, envolvendo os professores na tarefa de pesquisar e conhecer aquela realidade. Isso fez com que Anísio conseguisse ser, nos anos 50, o pólo dinamizador da organização da disciplina Antropologia no Brasil e da reconfiguração dos estudos educacionais. Um projeto muito importante que ele levou adiante nos anos 50 foi o Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE), que se ramificava nos estados por meio dos centros regionais. Suas realizações tocam no coração das ciências humanas no Brasil.

O senhor realizou sua pesquisa com base no acervo de um desses centros regionais. A que tipo de documentos o senhor teve acesso?

Marcos Cezar de Freitas - Sim, eu tive a oportunidade de pesquisar, no ano de 1999 inteiro, como pesquisador visitante, o arquivo do Centro Regional de Pesquisas Educacionais de São Paulo, que está no Centro de Memória de Educação da USP. Por esse arquivo do centro regional foi possível perceber, através de documentação, correspondências, fragmentos de documentos, artigos, na sua primeira versão e escritos a mão, a que família historiográfica Anísio Teixeira pertence.

Ainda resta alguma atividade nesses Centros Regionais de Pesquisa Educacionais?

Marcos Cezar de Freitas - Eles não existem mais. O que restou foi uma vasta documentação no Rio de Janeiro, que tem sido preservada pelo Proedes, um centro da UFRJ para preservação da memória da educação em associação com a UERJ. Eles foram gradativamente mudando seu perfil, a partir do golpe de 64. Foram sendo incorporados a departamentos do Inep, ao MEC, até desaparecerem, nos anos 70.

A maior parte de seus projetos foi incorporada por outros ao longo do tempo. A Universidade do Distrito Federal (UDF), de 1935, por exemplo, foi incorporada pela Universidade do Brasil quatro anos depois de sua fundação...

Marcos Cezar de Freitas - Sim, e com um projeto completamente desfigurado. O Mário de Andrade saudava o projeto de Anísio como uma das maiores ousadias que ele havia presenciado, tamanho o seu potencial de realização. Com a UDF, foi a primeira vez que um curso de magistério ganhou status de curso superior.

Como Anísio Teixeira estaria se sentindo se pudesse ver a evolução da Internet e a maior democratização da informação que ela propicia?

Marcos Cezar de Freitas - Ele faz parte de uma geração de intelectuais que viu o século XX como uma grande promessa a ser cumprida e paga pela ciência. Ele associava a democracia à ciência, a democracia ao incremento das possibilidades tecnológicas da sociedade. Imagino que ele se entusiasmaria muito com os novos recursos tecnológicos. Mas, por outro lado, a trajetória da educação pública brasileira sofreu fortes golpes e isso seria motivo de grandes preocupações para ele.



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Vitor Casimiro
Exclusivo para o Educacional

         
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