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Coração
de pai
Livro comovente conta
a história de um pai que, na terceira idade, teve novamente
a coragem de enfrentar as dores e delícias da paternidade,
desta vez adotando uma criança.
Poucas pessoas vivem de forma tão intensa
o desejo de ser pai quanto os pais adotivos. A paternidade é
marcada, muitas vezes, por tentativas infrutíferas de ter
os próprios filhos, seguidas da longa espera na fila da adoção.
Ouvir a história de vida desses pais é entrar em contato
com uma vastidão de sentimentos, idealizações
e carências. Tudo que naturalmente já envolve uma relação
entre pais e filhos, só que a ela se soma a angústia
quanto às implicações psicológicas que
o ato de dar uma família a quem nunca teve pode trazer.
Decebal C. Andrei é um desses pais a quem é irresistível
chamar de "especiais." Enquanto a maioria das adoções
no Brasil se presta a encontrar um bebê para a família
que não tem filhos, no caso de Decebal, o que o impulsionou
a adotar uma criança foi a vontade de reconstruir a família,
após o falecimento de sua esposa, com quem vivera por mais
de 50 anos.
"Eu me sentia perfeitamente capaz de continuar a vida familiar
e fazer o que já tinha provado a mim mesmo que sabia fazer
de forma razoável", afirma.
Os três filhos e cinco netos que para ele eram motivo de
orgulho, porém, pouco lhe serviram para diminuir a descrença
de quem o via, sozinho, aos 74 anos, querendo adotar um garoto,
à época com 10 anos. Afinal, para os especialistas
e responsáveis por zelar pelo destino das crianças
abandonadas nos orfanatos, Decebal estava se metendo em um vespeiro
chamado adoção bitardia.
Nesses casos, teme-se que as decepções e frustrações
que a criança, a partir dos três ou quatro anos, acumulou
ao ser abandonada e na instituição que a abrigou comprometam
o sucesso da adoção. Na entrevista a seguir, Decebal
fala de sua experiência como pai e sobre a importância
de que mais pais sejam solidários e contribuam para que toda
criança tenha um lar. Ele fala também sobre o papel
que as escolas e jovens têm na criação de uma
cultura de adoção no país.
No Brasil, não há uma cultura de
adoção ou campanhas que chamem a atenção
para essa causa. O que o atraiu na idéia de voltar a ser
pai, desta vez na terceira idade, por meio da adoção
de uma criança?
É verdade, não há campanhas. Mas acho que a
adoção não deve ser motivada apenas por campanhas,
pois um filho adotivo não é um produto a ser procurado
porque há uma bonita propaganda em torno dele. Um filho é
adotado porque há duas carências: a do sujeito que
adota e a de quem é adotado. Quem adota, normalmente, tem
a carência de complementar a sua família, de fazer
algo além do que já pôde fazer, como no caso
de casais estéreis ou coisa parecida. Então, essa
necessidade é um impulso biológico forte para se tornar
pai.
No seu caso, o senhor já tinha filhos. Que outro tipo
de impulso o fez adotar uma criança?
No meu caso, foi o de alguém que já tem uma família,
mas acha que ela pode ter uma abrangência maior. Eu já
tinha três filhos, todos profissionais bastante bem-sucedidos
como professores universitários. Só que fiquei viúvo
depois de um casamento de quase cinqüenta anos. E não
me deixei tomar pelo desespero, porque você chega a uma determinada
idade e entende que a lei da natureza é aquela e que pode
cultivar a memória de quem se foi de uma maneira mais sábia,
menos dramática. Depois de um tempo, pensei: "O que
vou fazer sozinho?" Eu não tinha mais para quem olhar...
Já tinha criado meus filhos com minha falecida esposa, eles
já estavam grandes e tinham seus filhos também. Então,
comecei a olhar para os meus netos e dizer aos meus filhos: "Não
é assim que se faz, no meu tempo não era assim",
essas bobagens todas (risos). No fundo, eu me sentia perfeitamente
capaz de continuar a vida familiar e fazer o que já tinha
provado a mim mesmo que sabia fazer de forma razoável.
Mas em que momento o senhor resolveu procurar uma criança
em um orfanato ou abrigo?
Uma vez, há oito anos, assistindo a um programa, por coincidência
no mês da campanha Criança Esperança, vi uma
entrevista com uma freira que dizia como era difícil encontrar
uma família para a criança crescida. Elas cresciam,
cresciam e se tornavam um problema social muito sério, por
mais que as instituições se esforçassem. Quando
ouvi isso, tive um estalo, no sentido exato da palavra: "O
que estou fazendo aqui?" Levantei da cadeira e, no dia seguinte,
fui na instituição da freira que tinha dado a entrevista
e disse: "Muito bem, quero ver essas crianças."
E aí começou o processo que redundou em fazer aquilo
que deveria fazer mesmo.
Que idade o senhor tinha nessa época e qual era a idade
da criança que o senhor adotou?
A minha adoção é o que se chama de adoção
bitardia. Eu tinha 74 anos, mas os anos não pesavam para
me inutilizar, assim como, agora, aos 82, também não
estão pesando (risos). É claro que um homem solteiro,
principalmente de uma certa idade, não vai adotar um bebê
ou uma menina? De certo modo, a adoção tardia se enquadrou
com meu caso. Eu deveria procurar um menino, independente de cor,
raça, de semelhança ou não comigo, mas um menino
com mais de cinco anos. O garoto que adotei para continuar a atividade
de cuidar de uma família tinha dez anos.
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| "Os jovens podem
fazer muito, mas muito mesmo, estendendo a mão àqueles
que precisam não só de ajuda material, mas de
uma mão amiga e uma aceitação social." |
E como foi essa convivência, num primeiro momento, de
um pai que adota um filho pela primeira vez com uma criança
marcada pelo abandono, que nunca teve uma família?
Existem dificuldades. Comparo a adoção tardia à
escalada de uma montanha. É um esporte lindo, bonito, mas
difícil, há precipícios. Você tem que
apreciar a paisagem, mas também prestar atenção
nos passos que está dando para um dia chegar ao cume. Na
adoção tardia, há sérios problemas de
parte a parte. Da minha parte, é bastante sério. Pode
até parecer exagero, mas é real. Constatei, com outras
pessoas, que você se sente mais cauteloso, preocupado com
as coisas que acontecem com os filhos adotivos. Quando os filhos
naturais fazem alguma besteira, você toma uma medida corretiva
e vai em frente. Só que, neste caso, você começa
a criar uma série de problemas psicológicos, quando,
na verdade, deveria ser a mesma coisa, mas a gente não se
comporta assim. Fica sempre com um pé atrás.
Isso me faz lembrar que, no seu livro, há uma citação
que diz que todos os pais são adotivos, precisam adotar seus
filhos. O senhor acha que a diferença entre pais biológicos
e adotivos não é tão grande quanto se pensa?
Não deveria ser. O que acontece é que muitos pais
são pais apenas biologicamente, no papel, e não conseguem
exercer plenamente seu papel de pai. Isso acontece muito, em situações
socioeconomicamente difíceis e também em situações
mais fáceis. É o mau exercício do pátrio
poder, como se diz. Do ponto de vista psicológico, o pai
adotivo é mais cauteloso, mas, a rigor, é exatamente
a mesma coisa. Por um lado, você tem plena autoridade, mas,
por outro, tem uma criança que deve crescer de forma harmoniosa
como qualquer outra. Claro que a criança vem com uma bagagem
de problemas, não entende direito que negócio é
esse de família e uma série de coisas.
Depois de tantos anos de paternidade e da vivência que
o senhor teve com o seu e outros pais, o senhor conseguiria chegar
a uma definição do que é ser pai?
Ser pai, no meu entender, é assumir plenamente a sua responsabilidade
de dar continuidade à vida. Você ajudou uma vida a
nascer, biologicamente ou por adoção. Ser pai significa
se empenhar 24 horas por dia, se possível até mais
(risos), em dar continuidade à vida e fazê-la chegar
ao pleno desenvolvimento com sucesso.
Essa incompreensão do que é família a que
o senhor se referiu aflige pais e filhos naturais também.
O pai que pretende ter um ou dois filhos, no máximo, certamente
vai querer que eles sejam perfeitos. No caso do senhor, que adotou
uma criança em idade avançada, imagino que também
queria que nada desse errado. Como o senhor fez para superar a tendência
de idealizar o filho?
É verdade, procurei não idealizar, ser bem realista,
ter os pés no chão. Entender que a criança
tem problemas psicológicos, recalques, decepções
anteriores no seu subconsciente, uma amargura muito grande. Talvez
você tenha encontrado uma frase no meu livro em que digo:
"Ninguém jamais adotou uma criança feliz."
Se a criança é feliz, e tem uma família para
cuidar dela, ninguém vai adotá-la. A criança
adotada tem uma carga de traumas, de dramaticidade, de um jeito
ou de outro, mas nada tão forte que a impeça de ser
adotada. Não se pode esperar milagres. Pode-se dizer: "Vou
fazer o melhor que posso permanentemente, em doses homeopáticas,
mas vou chegar lá." O objetivo é dar ao mundo
um futuro cidadão, no melhor dos sentidos. Se fizemos isso,
a adoção teve sentido.
O senhor diria que seu filho adotivo, Rafael Bernardo, deu um
novo sentido à sua vida?
De certo modo, ele está dando. A cada momento, há
uma novidade, uma surpresa, um sentido novo. Agora, você não
entra na adoção para aprender depois sua obrigação.
Tem que saber antes de dar o passo. A experiência acumulada
ajuda, mas os sucessos e as dificuldades vencidas ou ainda não
vencidas aparecem todo dia, mas sempre de maneira muito estimulante.
Mas, com a adoção do seu filho, o senhor passou
a fazer parte de um grupo de apoio à adoção.
Como é esse trabalho?
Em Londrina, nosso grupo é ainda meio incipiente porque não
tenho mais o mesmo ímpeto de ir, visitar as crianças,
mas a minha atividade continua, sempre que posso adoto carências,
isto é, você não adota plenamente a criança,
mas vê o que está faltando a crianças de rua,
como alguns casos que tenho comigo, em que procuro preencher o que
lhes falta.
Hoje o Rafael é um rapaz de 18 anos. Como o senhor procurou
orientar a adolescência dele para evitar as surpresas e dificuldades
típicas dessa fase? O senhor teve outros filhos, mas em uma
outra época...
Eu me esforcei para proceder da mesma maneira: acompanhar e ajudar
nos estudos, cobrar resultados, dar o que precisava, o computador,
o telefone, sem mimar excessivamente e prestar muita atenção
ao problema do vício, observando qualquer sinal que ele pudesse
dar em relação a isso. Mas procedi da mesma forma.
A criança cresce e os perigos são os mesmos para todos
e os cuidados têm que ser os mesmos.
Já que o senhor mencionou a formação do
cidadão, eu lhe pergunto se o que determinou sua opção
por uma adoção tardia, que muitos consideram "impossível",
foi a preocupação com o futuro das crianças
que passam a infância inteira em um abrigo.
É claro. Nós vivemos imersos em um grande drama social
do Brasil e de outros países também. Não se
deve ser indiferente. Existem várias maneiras de participar:
através de doações em dinheiro a uma instituição
e, quando você se sente capaz, fazendo algo mais. E dizer:
"Vou assumir uma responsabilidade plena porque, comigo, alguém
assumiu essa responsabilidade e também posso fazê-lo
e vou fazê-lo porque é necessário." Tanto
é necessário que hoje continuo nessa atividade, não
adotei outros filhos, mas estou apadrinhando crianças que
precisam, ou do ponto de vista pedagógico, ou do ponto de
vista material mesmo, de uma mão estendida, de um despertar
para a auto-estima que perderam de forma dramática. E justamente
fazendo com que tenham essa aprendizagem de cidadania, que elas
não têm chance de conseguir de outra maneira.
Além de tornar o seu filho adotivo um cidadão
pleno, que exerce seu direito à convivência familiar,
o senhor acha que seus filhos naturais também saíram
engrandecidos por terem vivido esse ato de solidariedade dentro
da própria casa?
A minha filha está no mesmo diapasão, na mesma cadência
que eu, até me superando bastante. Meus outros dois filhos
biológicos são cientistas, ambos doutores um
em Cambridge, outro pela Usp; um em astronomia e o outro no ramo
da química , muito presos à sua atividade profissional.
Mas eles também têm uma atuação social
bonita, e a esposa de um deles está ensinando até
mesmo voluntariamente em uma escola de surdos-mudos. Eles não
estão se omitindo. Creio que essa vivência que eles
tiveram é importante e dá, a longo prazo, os melhores
frutos possíveis.
E como as escolas podem contribuir para criar uma sociedade
mais solidária?
Os jovens que estão nos bancos das escolas e que têm
tantos encargos, de esportes, namoro e uma porção
de coisas, devem olhar para os jovens da mesma idade e que estão
vivendo situações absolutamente dramáticas
e não ficar apenas dizendo que a culpa é do governo.
Eles precisam entender que podem fazer muito, mas muito mesmo, estendendo
a mão àqueles que precisam não só de
ajuda material, mas de uma mão amiga e aceitação
social. Enfim, se dois, três alunos ou uma classe se junta
e diz "nós vamos adotar as necessidades de duas crianças
da favela", se conseguirem ajudá-las a ter um convívio
social, a ter um divertimento sadio, a praticar um esporte, a desenvolver
uma aptidão artística, ajudá-las nos estudos,
eles podem fazer tanto ou mais que seus pais. É um campo
virgem que poderia ser desenvolvido com muito sucesso pelos nossos
jovens, não só ouvindo o que os outros deveriam fazer,
mas pondo eles mesmos a mão na massa.
O senhor concorda que é necessário aos pais adotivos
um esforço para não confundir um problema que pode
acontecer a qualquer criança com o fato de seu filho ser
adotivo?
Sim, é preciso. Isso acontece, mas não se deve deixar-se
levar por chantagens emocionais. Não se deve levantar a questão
do caminho pelo qual o filho entrou. Hoje em dia há até
clonagem, pode-se nascer de várias maneiras!
O senhor acaba de comentar essas novas técnicas de fecundação.
Como o senhor recebe essas notícias? A mais recente é
que há pesquisas para gerar um bebê sem a participação
dos pais...
Antes da clonagem, já havia métodos concepcionais
muito eficientes, técnicas cirúrgicas, barriga de
aluguel, etc. Então, por um lado, isso vai gerar uma demanda
menor de adotantes, porque, tendo meios materiais, as pessoas vão
recorrer à medicina e meios, digamos, científicos
para ter o seu próprio filho. Por outro lado, creio que também
poderá haver um decréscimo de crianças abandonadas
porque, por medo da Aids, os jovens vão tomar precauções
para não engravidarem à toa. Mas por muito tempo vai
haver mais crianças adotáveis que adotantes.
Imagino que as pessoas que querem ser pais adotando uma criança
sofram por desinformação. Há uma idéia
de que o processo é muito demorado, tortuoso.
É verdade, as pessoas têm um pouco de medo, tanto que
a adoção é praticada, majoritariamente, de
maneira informal. Conheço regiões carentes em que
toda família tem um filho adotivo, que é "filho
de uma sobrinha que não pôde criá-lo."
Existe uma enorme quantidade de adoções informais
e os juízes deviam se debruçar sobre o problema de
maneira a conciliar, em vez de dizer que está errado. Está
errado até certo ponto.
Mas, no seu caso, adotar uma criança exigiu muita paciência.
Foi trabalhoso?
Tive que brigar bastante (risos). E usar, às vezes, argumentos
meio surpreendentes. Levei todas as certidões de sanidade
mental, física, situação material. Mas sempre,
delicadamente, perguntavam: "Mas o senhor, com essa idade,
não pensa que...." E eu dizia (risos): "Já
sei o que está pensando, que provavelmente vou morrer antes.
Sei que vou e, quando isso acontecer, vou deixar meu filho em uma
situação muito melhor que um casal jovem que morre
em um acidente de automóvel e deixa o filho desamparado.
No meu caso, ele vai ter uma pensão de tanto, etc. De modo
que, se a questão é pensar no futuro, quando eu faltar,
pode ficar tranqüilo." Aí, se tranqüilizavam.
Era de se esperar que sua decisão de ser novamente pai
aos 74 anos surpreendesse as autoridades e a burocracia...
Um pouco. Também não me adaptei muito à rotina.
Conversava amistosamente com eles, mas eu deveria ter um advogado.
Eu dizia: "Sou aposentado, posso acompanhar o meu processo,
também posso ser advogado." (risos) E eu ia, de mesa
em mesa, esclarecendo essas coisas todas. Mas não foi uma
demora muito grande, não levou nem um ano. Como tudo que
acontece no Brasil, procurei pessoas que me recomendassem, no bom
sentido, e que aplainaram algumas arestas que apareceram.
A história do senhor é atípica também
porque, na maioria das vezes, quem adota são casais impossibilitados
de gerar uma criança. Com esse padrão de encontrar
um bebê para quem não tem filhos em vez de procurar
uma família para a criança que não tem, a justiça
não acaba privilegiando o interesse da família, em
detrimento da criança?
Exatamente, o senhor tem toda a razão. O meu caso é
atípico e não deveria ser porque as famílias
que não podem ter filhos são uma realidade minoritária.
Com o tempo, quando acaba a fila de espera, o problema delas se
resolve. Ao mesmo tempo, há um número infinitamente
maior de crianças que não têm família
e para as quais as autoridades deveriam procurar lares com mais
afinco. Costumo dizer que, se tivesse poder, essas repartições
e juizados que têm um setor de assistência social, de
adoção, deveriam ter salas muito bonitas, cheias de
fotografias, para que, quando a pessoa entrasse, ela fosse recebida
como uma pessoa muito esperada, ouvindo "estamos aqui para
ajudá-lo, vamos conseguir isso, etc." para que quem
venha com meia vontade saia com vontade e meia de adotar uma criança.
O senhor quer dizer que os pais adotivos, em vez de serem vistos
como "pessoas especiais", acabam sendo desencorajados
pelos próprios responsáveis por lhes conseguir uma
criança?
Encontrei uma série de formalidades e percalços e
uma certa frieza, que não tem razão para existir.
Foi como se me perguntassem: "O que você está
querendo?." Era como se eu fosse adotar uma criança
com uma idéia delinqüente. Acho que é melhor
correr riscos com uma criança em dez do que não correr
o risco com dez entre dez crianças. A adoção
deveria ser uma grande festa e não um processo judicial.
E as assistentes sociais e psicólogas deveriam receber alguém
que tem alguma idéia nesse sentido para encorajá-lo
a resolver todos os problemas dizendo: "Não se preocupe,
você vai ter o seu filho."
*****
Vitor Casimiro
Exclusivo para o Educacional
agosto, 2001
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