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Gerundismo

O problema não está na construção em si (vou estar + gerúndio), que é mais do que legítima em português, quando se indica simultaneidade entre dois fatos ou a execução de um processo que tenha alguma duração: “Nessa hora vou estar dormindo”; “Quando você estiver sendo operada, eu vou estar atravessando o Atlântico”. O problema está no uso indevido dessa construção. Em “O senhor vai ter que estar enviando um fax”, por exemplo, emprega-se (mal) a construção para indicar um fato que não é simultâneo a outro, muito menos indica processo de certa duração. Veja como a frase pode melhorar: “O senhor vai ter que enviar um fax”. Simples, não?

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"Muita vez" X "Muitas vezes"

As duas expressões são absolutamente equivalentes, embora na língua de hoje poucas vezes (ou nenhuma mesmo) se ouça “muita vez”, expressão comum nos clássicos brasileiros e portugueses.
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Uso de conectivos

Como o nome já diz, os conectivos conectam, ou seja, estabelecem nexo entre palavras e orações. São exemplos de conectivos palavras e expressões como “apesar de”, “quando”, “mas”, “depois de”, “portanto”, “embora”, “porque” etc. O uso adequado dos conectivos está diretamente ligado à percepção da relação que se estabelece entre as palavras e as orações. Uma passagem como “Embora tenha se esforçado, conseguiu o que queria”, por exemplo, carece de nexo, já que nela o conectivo “embora” une ideias que não são contraditórias. Normalmente, emprega-se “embora” para estabelecer nexo de contradição, concessão etc.: “Embora estivesse com fome, não comi”.
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Acento agudo

O acento agudo é posto nas letras “a”, “e” e “o” para indicar que, além de tônicas (fortes), essa vogais são abertas (“máscara”, “pétala”, “ótimo”). Compare esses casos com os de “lâmpada”, “pêssego” e “ônibus”. Quando posto sobre as letras “i” e “u”, indicam apenas tonicidade (“faísca”, “juíza”, “saúde”, “último”.
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A escrita de...

A única grafia possível dessa palavra grega que nomeia um prisma é “paralelepípedo”, com acento no “i”.
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Qual é a forma correta "senão" ou "se não"?

A palavra “senão” tem vários significados. Um deles é “do contrário”, “caso contrário”: “Estude, senão o futuro não será muito risonho”. Outro sentido é o de “salvo”, “exceto”, “a não ser”: “Quem senão a mãe pode falar bem dele?”. Também se usa “senão” como substantivo, com o sentido de “falha”, “defeito”, “mancha”: “O único senão deste livro és tu, leitor” (de Machado de Assis). Emprega-se “se não” em casos em que o “se” é uma conjunção (condicional ou integrante): “Se não chover, iremos à festa”; “Perguntei se não seria o caso de desistir".
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Sílaba

Fica mais do que correto. A separação silábica de “assinar” é “as-si-nar”. Por convenção, separa-se um s do outro em palavras como “assar”, “assinar”, “passar” etc. O mesmo se dá com o grupo “rr” de “correr”, “carro”, “ferro”, “marreco” etc.
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A regência de "certos" verbos

A frase não é essa; é esta: “Esqueceram-me as queijadas”. A construção é perfeita. Embora incomum no português brasileiro moderno, a construção ocorre nos clássicos portugueses e brasileiros (de que são exemplos Eça e Machado, respectivamente). Nesse caso, “esquecer” significa “cair no esquecimento” e tem por sujeito um fato ou uma coisa, e não uma pessoa. Na frase de Eça, o sujeito é “as queijadas”; a frase equivale a “As queijadas caíram no meu esquecimento”. Em Machado, encontra-se esta passagem: “Esqueceu-me apresentar-lhe minha mulher”. O sujeito de “esqueceu-me” é a oração “apresentar-lhe minha mulher” (o fato de apresentar-lhe minha mulher caiu no meu esquecimento).
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