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A Ponte Juscelino Kubitschek

Esta foto foi tirada pelo grupo numa manhã de sol.

38.900 m3 de concreto, 12.067 toneladas de aço, na estrutura principal e 1.309 toneladas na estrutura auxiliar. Impressionado? Acrescente a tudo isso beleza e inovação. Esta é a Ponte Juscelino Kubitscheck. Localizada onde corria o Rio Gama e hoje é o Lago Paranoá, próximo ao Palácio da Alvorada, ela liga o Setor Habitacional Sul (SHIS) ao centro do Plano Piloto e representa hoje um dos principais pontos turísticos de Brasília.

Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a ponte fez sucesso antes mesmo de ficar pronta. Seu projeto foi escolhido dentre os trabalhos apresentados no Concurso Nacional de Estudos Preliminares de Arquitetura, em dezembro de 1998. O arquiteto Alexandre Chan, que concebeu a obra, projetou a ponte com três arcos de raio longo que se cruzam diagonalmente e estão aparentemente apoiados em quatro pontos de um espelho d’água, produzindo reflexos inusitados. A inspiração? O movimento de uma pedra quicando sobre a água. Além disso, a elegante escultura metálica das curvas em aço reflete o sol poente em seu trajeto em ziguezague.

 

Esta foto foi tirada durante o pôr-do-sol, em cima de um barco no Lago Paranoá.

Depois de construída, ela recebeu, em 2002, o título de “a mais bela ponte do mundo", durante a 20.ª Conferência Internacional de Pontes, realizada em Pittsburgh (Estados Unidos) e patrocinada pela Sociedade dos Engenheiros da Pensilvânia, em associação com a Revista Estradas & Pontes. Nessa mesma conferência, o arquiteto Alexandre Chan foi agraciado com a medalha Gustav Lindenthal, outorgada anualmente para projeto inédito de ponte que se caracterize por inovação na técnica ou nos materiais empregados ou que se notabilize no aspecto estético, na interação com o meio ambiente ou no engajamento da comunidade. A ponte foi também vencedora, em 2003, do Prêmio ABCEM (Associação Brasileira da Construção Metálica) – Melhores Obras com Aço do Ano, na categoria Pontes e Viadutos.

 

A Ponte Juscelino Kubitscheck vista à noite.

Mas, além de uma beleza e modernidade que se integram à concepção arquitetônica da capital federal, a ponte cumpre uma importante função. A população de Brasília se tornou muito maior que o limite permitia quando foi projetada. A idéia da nova ponte surgiu como uma solução para descongestionar as outras duas pontes que já existiam no Lago Sul – por isso, a Ponte JK é também conhecida como a Terceira Ponte do Lago Sul. Com 1.200 metros de comprimento e 24 metros de largura – são duas pistas, cada uma com três faixas de rolamento, e duas passarelas para pedestres e ciclistas nas laterais, com 1,5 metro de largura –, a obra diminuiu o trânsito naquela região, aproximou bairros e incorporou áreas importantes ao Plano Piloto. Hoje, os moradores do Lago Sul, dos condomínios, das chácaras urbanas, da área rural, da Escola Fazendária, das cidades de Paranoá e São Sebastião e algumas de Goiás e de Minas Gerais, num total aproximado de 450.000 pessoas, economizam tempo e combustível, com conforto e visão privilegiada.

O útil e o agradável

Esta foto foi tirada por Luísa Araújo, no dia 10 de abril de 2005, às margens do Lago Paranoá.

A ponte JK, além de ter facilitado a vida dos moradores da capital federal, atrai as pessoas por ser diferente e por se localizar em um local agradável. Assim, tornou-se ideal para caminhadas e passeios de bicicletas em sua calçada, além de ter, em sua entrada e saída, ambulantes que vendem comidas e bebidas. Algumas pessoas ainda escolhem o lugar para praticar rappel.

À noite, 41 postes com luminárias de vapor de mercúrio de 400 watts e 162 postes com lâmpadas de 150 watts iluminam a ponte. Os arcos são iluminados por 164 refletores de 150, 400 e 1.500 watts, criando efeitos especiais de luz e de realce que destacam a leveza do conjunto monumental. Isso faz da ponte um lugar também interessante para passeios noturnos.

Por essas razões, a Ponte JK extrapolou a condição de “ponte bela e eficiente” e assumiu a de “emocionante escultura utilitária”.

Vencendo desafios

A Ponte JK apresenta características inéditas, seja no aspecto arquitetônico, seja no aspecto estrutural. Sua construção representou um grande desafio para os engenheiros Mário Vila Verde e Filemon Botto de Barros, responsáveis pelo projeto, e para as mais de mil pessoas que trabalharam para erguê-la.

Vista da ponte pela pista esquerda (2).

Na estrutura adotada, três arcos sustentam, por meio de estais de aço, três tabuleiros com vão de 240 metros cada um e altura de 62,70 metros acima do nível do lago, apoiados em quatro bases submersas.

Como os arcos de sustentação da ponte se encaixam diagonalmente nos pilares de sustentação, era fundamental um solo estável, o qual foi encontrado apenas a uma grande profundidade no Lago Paranoá, já que a ponte está localizada sobre uma falha geológica. Os mergulhadores que trabalharam na obra tinham que descer até 60 metros de profundidade para colocar as estacas e enfrentaram 17 tipos diferentes de solo (entre eles, o quartzito, o terceiro mineral mais duro). Além disso, os arcos geraram um esforço horizontal de 3.500 toneladas-força, jamais visto pela engenharia humana.

No final, a quantidade de concreto e aço consumida daria para construir várias superquadras, e o custo da obra chegou a R$ 16.000.000,00.

Vista de toda a ponte.

Na construção da ponte, tomaram-se ainda cuidados muito importantes. No vão central, a altura entre a lâmina d’água e a pista de rolamento atinge quase 30 metros (altura de um prédio de dez andares), o que permite a passagem de embarcações com mastros de grandes dimensões. E para que a ponte ofereça segurança, foram colocados cinqüenta e um sensores acoplados aos quarenta e oito cabos de sustentação e três no topo dos arcos.

Um ícone da arquitetura mundial, a ponte JK mostrou ser possível transformar tecnologia em inovação e aço e concreto em audácia e beleza singular.

 

Curiosidades sobre a Ponte JK

  • A quantidade de aço usada foi duas vezes maior que a utilizada na construção da Torre Eiffel, em Paris (França).
  • O volume de concreto submerso é suficiente para construir três quadras inteiras, com dois mil apartamentos.
  • A ponte foi construída em menos de um ano, o que é um feito considerando seu projeto audacioso.
  • As máquinas de perfuração são do mesmo tipo que as utilizadas na construção da Ponte Rio–Niterói (Rio de Janeiro).

Participaram da reportagem os seguintes alunos do Centro Educacional Sigma:

A — Isabella Zaffalon e Andressa Garcia.

C — Lorena Paz Esteves Almeida Campos, Jessica Magalhaes Veloso, Isabel Mega Araujo,Filipe Rodrigues do Santos,Victor Hugo Cavalcanti Ferreira.

8.ª D — Luisa Araújo, Ludimila Lima, Clara Borges e Rayanne Cardoso.

8.ª L — Daniel Montenegro, Eduardo Caruso, João Paulo, Natanael Montenegro, Vitor Breves.

8.ª F — Bárbara, Caroline, Júlia, Letícia e Luciana.

8.ª G — Matheus costa de Lacerda, Clecius Nerby, Matheus de Lacerda Maciel, Paulo Vinicius.

8.ª H — Gustavo de Oliveira Fernandes, João Henrique Lemos Paraguassu, Luciano Gonçalves de Faria Filho, Rafael Capatti Nunes Coimbra.

8.ª I — Vitor Peixoto Souto, Pedro Aumeida Lima e Érico de Olivera Borges.

8.ª J — Arthur Moraes, Arthur Vanzim, Gabriel Ginani, Nicolle Simão, Pedro Boavista.

 




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