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Educação precoce

Hoje em dia, não é difícil convencer os pais de que as crianças possuem uma grande capacidade de aprender. É cada vez maior o número de adultos impressionados com o fato de que seus filhos de 3 ou 4 anos já sabem lidar com controle remoto de som e televisão ou até com computadores. Crianças de famílias que falam duas ou mais línguas aprendem todas elas sem dificuldade. Também são muitas as que, antes mesmo de ingressar numa pré-escola, já mostram conhecimentos sobre leitura e escrita.

As pesquisas em psicologia confirmam o que os pais sabem intuitivamente e mostram que, quando crianças pequenas vivem em ambientes altamente estimulantes, desenvolvem sua inteligência surpreendentemente. Isso porque, sabemos hoje, elas têm uma enorme sede de escutar, de olhar, de explorar, de imitar, de aprender...

Essas pesquisas também mostram que as crianças, mesmo antes dos 6 anos, e talvez até especialmente antes, possuem uma enorme capacidade de aprender. Isso é válido para coisas tão diversas quanto música, linguagem escrita, outras línguas, matemática, artes marciais, capoeira, etc.

Talvez a maior preocupação que surge quando falamos em educação precoce é que as crianças sejam sobrecarregadas e que a tentativa de transformá-las em pequenos gênios prejudique suas possibilidades de ter uma infância normal e equilibrada.

No entanto, uma instituição de educação infantil que se preocupe em desenvolver aprendizagens precoces não vai se parecer com uma escola tradicional, em que as crianças recebem informações passivamente. Nenhum dos defensores da educação precoce fala em dar aulas e em escolarizar crianças menores de 6 anos.

Na grande maioria dos casos, o que eles defendem é a criação de ambientes superestimulantes em que a criança encontra inúmeras oportunidades para explorar e interagir com objetos e pessoas. Por exemplo, no caso da "alfabetização", propõem-se bastante leitura de histórias pelos adultos, presença de muitos livros e revistas e brincadeiras de ler e de escrever.

Nas instituições de educação infantil e pré-escolar, não deve haver cobrança de respostas certas nem obrigação de participar de atividade nenhuma. O ponto principal, quando se deseja explorar as enormes possibilidades de aprendizagem nessa fase, é manter o caráter lúdico dos ambientes e enriquecê-los com várias opções para as crianças explorarem.

Nos próximos anos, essas ideias deverão se disseminar na educação infantil, e creches e pré-escolas deverão ser cada vez mais lugares em que, sem perder o caráter lúdico, as crianças aprendem muito.



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Última alteração em 27/02/2007 11:42:46 por Luca Rischbieter (editor)