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Liberadas as pesquisas com células-tronco
04/03/2005
Por Gizáh Szewczak

     
 

A aprovação do projeto da Lei de Biossegurança traz novas esperanças para portadores de doenças degenerativas.

O projeto da Lei de Biossegurança que foi enviado para o Congresso em 2003 passou por uma votação na Câmara em fevereiro de 2004 e outra no Senado. Poucos meses depois de sofrer modificações, foi novamente apreciado na Câmara.

Agora, em março de 2005, a Câmara dos Deputados aprovou — com 352 votos a favor, 60 contra e uma abstenção — o projeto que regulamenta a produção e comercialização de organismos geneticamente modificados, os transgênicos, e a pesquisa com células-tronco embrionárias para fins terapêuticos.

Estão autorizadas as pesquisas com células-tronco de embriões obtidos por fertilização in vitro congelados há mais de três anos. Pessoas com problemas físicos como a distrofia e a paralisia agora têm uma nova esperança na busca de cura e tratamento para essas doenças.


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Por Patrícia Martinelli

 
Células-tronco embrionárias podem se transformar em qualquer célula do corpo humano.

O que são células-tronco?

As células-tronco são células indiferenciadas, que podem se multiplicar e regenerar tecidos lesionados porque têm a capacidade de se transformar em células idênticas às dos tecidos onde foram implantadas. Por exemplo: se uma pessoa com infarto do miocárdio tem uma parte do coração afetada e as células dessa região morrem, as células-tronco podem se transformar em células cardíacas e substituir as células mortas, regenerando o tecido lesionado. Outro hipótese, no caso do diabete, é de que as células-tronco, se inseridas no pâncreas, poderiam se diferenciar e começar a produzir insulina, o que traria a cura para pessoas portadoras dessa doença.

Como obtemos células-tronco?

As células-tronco podem ser obtidas de três formas: na medula óssea de pessoas adultas, no cordão-umbilical e em embriões. As retiradas da medula e do cordão-umbilical possuem algumas limitações, pois não podem se diferenciar em qualquer célula. Já as de embriões são conhecidas como totipotentes e podem se transformar em qualquer tipo.

O que foi aprovado afinal?

O que a Câmara dos Deputados aprovou foi a retirada de células-tronco de embriões congelados que foram armazenados há cerca de três anos, com o consentimento dos pais, para serem utilizados em pesquisas. Após quatro anos de armazenamento, esses embriões são descartados.

Os laboratórios que vão desenvolver essas pesquisas terão de obedecer às leis de biossegurança e serão fiscalizados por órgãos governamentais.

Que benefícios esse evento pode trazer para a ciência e a cura de doenças?

As células-tronco estão trazendo esperança para muitas pessoas portadoras de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson ou que sofreram acidentes e ficaram com membros paralisados, por exemplo. No entanto, ainda há um longo caminho pela frente. Existem hipóteses de que as células-tronco, se inseridas de forma incorreta, poderiam desenvolver tumores nos tecidos em que foram aplicadas. Em contrapartida, poderiam salvar vidas e amenizar o sofrimento de muitos seres humanos. Só a ciência poderá desvendar tantas questões e, quem sabe, apresentar soluções para tantas doenças incuráveis até o momento.

 
     
 

Para ir mais longe

Saiba mais sobre a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança — CTNBio
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Site com diversas informações sobre biotecnologias
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Artigo que fala sobre biodiversidade e biossegurança
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