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141 países assumiram o compromisso de reduzir a liberação de gases que causam o efeito estufa.
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| O efeito
estufa acontece quando são emitidos gases poluentes, formando uma
camada ao redor da Terra que não permite que o calor se espalhe e,
conseqüentemente, faz a temperatura do planeta aumentar. |
O dia 16 de fevereiro deste ano foi comemorado por ativistas do mundo inteiro.
Esta data ficou marcada como o início de uma nova era na luta pelo controle
do aquecimento global causado pela emissão de gases poluentes na atmosfera.
Entrou em vigor o Protocolo de Kyoto.
Muitas pessoas não levam o efeito estufa a sério porque não
vêem ou sentem suas conseqüências nitidamente. Entretanto,
nos grandes centros urbanos, onde a poluição atmosférica
está mais concentrada, os problemas de saúde ligados ao sistema
respiratório têm evoluído consideravelmente. Outro fator
importante é a detecção de um aumento de aproximadamente
1ºC na temperatura média global nos últimos cem anos, o que
pode estar diretamente relacionado à emissão de carbono na atmosfera.
Esse aquecimento já mostra efeitos em regiões mais frias do globo,
como o recuo das geleiras nas regiões polares, que pode causar uma elevação
do nível médio dos oceanos e, conseqüentemente, o alagamento
de áreas densamente povoadas.
Com a ratificação da Rússia, o tratado entrou em vigor
contando com 55% das nações desenvolvidas. Mesmo sem o apoio de
alguns países, como os EUA — que, sozinhos, são responsáveis
por 25% da poluição mundial —, o Protocolo de Kyoto se concretizou
e, finalmente, tem valor legal. Aqueles que não atingirem a meta de redução
prevista serão penalizados.
141 países assumiram o compromisso de reduzir a liberação
de gases que causam o efeito estufa em pelo menos 5,2% até o período
até 2012, percentual estabelecido com base na emissão de 1990.
Sabemos que isso está longe de ser o ideal, mas o primeiro passo é
sempre o mais difícil, e agora o caminho está aberto.
A jornada para salvar o planeta e dar melhores condições de vida
aos futuros moradores da Terra foi iniciada. É preciso fazer algo antes
que o aquecimento global tenha conseqüências catastróficas.

[ comentário ] A hora do indivíduo |
Por Júlio Cezar Winkler
Mesmo sem a ratificação por parte dos EUA, o Protocolo de Kyoto
é agora uma realidade: as nações devem buscar alternativas
ao uso maciço de combustíveis fósseis, além de diminuir
as queimadas, principalmente no caso do Brasil.
Um dos grandes problemas que o protocolo deverá enfrentar é
a falta de uma definição mais clara acerca das penalidades que
serão impostas aos países que não alcançarem as
metas de redução da emissão de CO2. Especialistas dizem
que a falta de clareza nesse item pode fazer com que algumas nações
o ignorem, pois não serão penalizadas caso as metas não
sejam atingidas.
O fato é que os governantes estão atentos à problemática
mundial da poluição atmosférica, e chegou a hora não
só de cada país, mas de cada um de nós buscar formas de
tornar nossa atmosfera mais limpa. Uma das alternativas é minimizar o
uso do automóvel, ou seja, sair mais a pé ou de bicicleta e utilizar
com mais freqüência o transporte coletivo. Todos sabemos dos problemas
de circulação nas grandes cidades, e o pouco que fizermos pode
representar muito.
Outra forma de contribuir é evitar fazer qualquer tipo de queimada,
até mesmo das folhas varridas do quintal: o ideal é deixá-las
apodrecer naturalmente. No meio rural, as queimadas devem ser evitadas a todo
custo. Hoje, elas são até mesmo proibidas por lei e, em casos
de necessidade, o agricultor deve obter uma licença para realizá-las.
Mesmo estando proibida, infelizmente essa prática ainda é recorrente,
pois é a forma mais barata e rápida de limpar o terreno para futuras
plantações.
Entre todas as ações que podemos fazer em nosso cotidiano, sem
dúvida a mais importante e significativa é cobrar de nossos representantes
políticos uma atitude mais clara e responsável com relação
ao ambiente, participar das discussões políticas de nosso município,
estado e país e procurar eleger representantes conscientes das necessidades
socioambientais.
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