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  Acordo Ortográfico: boa ideia?  
  Publicado em 01/10/2008
Atualizado em 06/01/2009
Por César Munhoz
Comentários de:
- Beatriz Koppe — especialista em língua portuguesa do portal
- Kátia Nascimento — linguista aplicada do portal
 
Imagem: Luis Felipe dos Santos / Positivo Informática
Entre as mudanças está a inclusão das letras K, W e Y no nosso alfabeto.
Entre as mudanças está a inclusão das letras K, W e Y em nosso alfabeto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, no dia 29 de setembro de 2008, o decreto que estabelece, no Brasil, a validade do novo Acordo Ortográfico entre os países de língua portuguesa. Foi estipulado o prazo de três anos, a partir de 1.º de janeiro de 2009, para nos adaptarmos às mudanças. Durante esse período, valem (inclusive no vestibular) tanto a atual quanto a nova forma de escrita do nosso idioma. Depois, a partir de 2012, vamos escrever diferente.

Entenda as novas regras ortográficas

O alfabeto passa a ser formado por 26 letras. Agora as letras K, Y e W oficialmente fazem parte da nossa língua.

O trema foi eliminado das palavras. Freqüência, freqüente e lingüiça passam a ser escritas da seguinte forma: frequência, frequente e linguiça. Apenas os nomes e sobrenomes continuam a ser grafados com o trema. Müller, por exemplo.

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Um breve histórico do Acordo Ortográfico

O Acordo Ortográfico foi firmado em 1991 e aprovado pelo Congresso Nacional em 1995. Na verdade, pelo tempo de aprovação do Acordo, ele já deveria estar em vigor há muito tempo, pois, como manda a lei, já se tinha a adesão de três países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Brasil, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde. O país que, no entanto, barrou todo o processo foi Portugal.

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A finalidade da reforma ortográfica é fazer com que todos os países que têm o português como idioma oficial passem a escrever da mesma forma, ampliando, portanto, a integração e o fortalecimento do registro escrito da língua portuguesa. Contudo foi estipulado um prazo diferente para implantação das novas regras ortográficas em cada país da CPLP. Portugal, por exemplo, terá seis anos para se adaptar.

Como era de se esperar, o assunto está dando o que falar. As opiniões estão divididas inclusive na Academia Brasileira de Letras (instituição importante para a implantação desse processo, pois além de ter como missão o cultivo da língua e da literatura nacional, está ajudando a estabelecer os casos omissos presentes no novo Acordo Ortográfico e a fazer a revisão do vocabulário). De um lado, estão os que apoiam o propósito da integração e que acham que o processo não será tão traumático como se imagina, já que apenas 0,45% do nosso vocabulário sofreu mudanças. Do outro lado, estão os que acreditam que a língua, e, consequentemente, sua escrita são dinâmicas, ou seja, o idioma é constantemente recriado pelos falantes, pelo povo que o usa livremente, não havendo a necessidade de acordos que visem uniformizá-lo.

• Professor, venha debater o novo Acordo Ortográfico com educadores de todo o Brasil. Participe do nosso fórum sobre o assunto.

 

Reforma ortográfica: uma mudança necessária?

Sobre a reforma ortográfica podemos apenas fazer considerações, pois ela já é fato consumado. Em 1991, representantes dos países interessados se reuniram com a finalidade de estudar o idioma e encontrar formas de simplificar sua grafia e unificar suas regras. Percebe-se que houve demora nas decisões a serem tomadas. Eles conversaram durante 17 anos! E não é para menos, pois existe a necessidade de todos concordarem com as alterações, sejam elas regras ou exceções.

 

Imagem: Antonio Carlos Antunes / Positivo Informática
Entre as mudanças está a inclusão das letras K, W e Y no nosso alfabeto.

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