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10/07/2012 - Estudantes conhecem realidade dos presos no PA

A Escola Estadual de Ensino Médio Doutor Fábio Luz, no município paraense de Tomé-Açu, a 100 quilômetros de Belém, recebeu, este mês, a visita de 19 pessoas que cumprem pena na unidade prisional da cidade. Na escola, além de executar serviços diversos, os detentos ministraram a palestra Conscientização do Valor da Liberdade, que incluiu depoimentos sobre a vida e a realidade do cárcere. Também responderam a perguntas e deram conselhos destinados a prevenir a incidência criminal entre os estudantes.

A iniciativa faz parte do projeto Conquistando a Liberdade, que se desenvolve no Pará com o propósito de ressocializar os detentos e reduzir a incidência criminal entre jovens e adolescentes. Também fazem parte do projeto práticas de educação ambiental e de conscientização da comunidade sobre a importância da preservação do meio ambiente.

Resgatar a autoestima dos privados de liberdade, romper com os preconceitos da comunidade escolar em relação a eles e reduzir as penas, por meio da educação e do trabalho são outros objetivos do projeto, resultado de parceria entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) e o governo do estado.

No estado, 174 detentos participam da iniciativa, realizada nos municípios de Abaetetuba, Capanema, Marabá, Marituba, Mocajuba, Paragominas, Salinópolis, Santa Isabel do Pará e Tomé-Açu. Nas escolas públicas, eles fazem manutenção predial e prestam serviços gerais, como limpeza das instalações e manutenção de hortas.

“Essa experiência me tornou uma pessoa melhor”, avalia o diretor da escola, Jozinaldo de Andrade Silva. Para ele, é possível aprender mais com a realidade de cada um. “Deus nos dá essas oportunidades para que possamos evoluir e rever nossos conceitos e preconceitos sobre tudo e todos”, diz. Com licenciatura plena em física e pós-graduação em metodologia do ensino superior, Jozinaldo está no magistério há 12 anos. Há três meses, exerce o cargo de diretor da unidade de ensino.

A receptividade dos estudantes à palestra dos privados de liberdade chamou a atenção do diretor. “Vi alunas chorando”, revela. Em sua visão, o projeto possibilita aos internos aprender a dar valor à liberdade, a querer mudar para melhor e levar uma vida digna, com novas oportunidades. Ele cita o exemplo de um ex-aluno, hoje com 19 anos, que passou do regime semiaberto para a prisão domiciliar e agora vai voltar a estudar. “Quero mudar de vida, pensar duas vezes antes de errar, estudar, trabalhar e começar uma nova vida”, diz o jovem.

“Ver os detentos empenhados em prestar serviços à sociedade e demonstrar a vontade de mudar de vida é louvável”, afirma o diretor do Núcleo de Reinserção Social da Susipe, Ivaldo Capeloni. Para participar do projeto, os privados de liberdade passam, inicialmente, por uma triagem. Nela, psicólogos e técnicos especializados avaliar a capacidade de cada um de conviver com a população.

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Fonte: Portal MEC
 

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