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17/08/2012 - Reunião de governo e técnicos federais acaba sem acordo

As negociações entre o governo federal e técnicos administrativos de universidades federais continuam sem acordo. Ontem,16, durante reunião no Ministério do Planejamento, representantes do governo mantiveram a proposta de reajuste de 15,8% em três parcelas até 2015, além do atendimento de vários aspectos da carreira.

Os representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) vão levar a proposta, que já havia sido rejeitada pela categoria, para assembleia e, até a próxima semana, os sindicalistas darão uma resposta ao governo.

De acordo com o coordenador-geral do Sinasefe, Gutemberg Almeida, uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 22, quando também será feita uma plenária com servidores de vários lugares do país. “É complicado [dizer que vai haver acordo], pois o patamar de reajuste continua o mesmo. A categoria já havia rejeitado [a proposta], mas as coisas mudam e vamos esperar para ver o que a categoria vai decidir”, disse Almeida.

Para o secretário de relações de trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a proposta do governo é boa, pois assegura a cerca 180 mil servidores a manutenção do poder de compra dos salários. Ele espera agora que os servidores “reconheçam o esforço feito pelo governo em um momento de conjuntura internacional bastante difícil” e aceitem a proposta.

O impacto no Orçamento da proposta apresentada pelo governo seria de R$ 2,9 bilhões nos próximos três anos. Só para 2013, o custo atingiria R$ 670 milhões. A proposta inicial iria custar R$ 1,7 bilhão a mais na folha de pagamento.

Consenso

De acordo com o Coordenador-Geral do Sinasefe, Gutemberg Almeida, na reunião anterior, o governo havia avançado na questão dos distintivos de qualificação. É um instrumento que faz com que o servidor ganhe um adicional na remuneração por conta de cursos de graduação, especialização, mestrado e doutorado concluídos durante sua atividade profissional.

Outro avanço, segundo Almeida, é a possibilidade dos servidores administrativos se candidatarem a cargos de pró-reitor. O governo, no entanto, ainda não admite que eles se candidatem a cargos de reitores.

Em entrevista publicada no Estadão de ontem, o Ministro da Educação, Aluizio Mercadante esperava que a negociação fosse concluída ontem.

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Fonte: Agência Brasil / Estadão Educação
 

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