Meu Professor Inesquecível
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Raí

"Dona Mirna, professora de Português da 4ª série do 1º grau no Colégio Marista de Ribeirão Preto, via potencial em mim. Por isso mesmo, era muito exigente comigo. Como eu sempre fui muito distraído, isso me fazia bem. Além de tudo, ela lembrava minha mãe."


Biografia
Raí é paulista de Ribeirão Preto. Caçula de uma família de seis filhos, estudou desde a pré-escola no Colégio Marista, onde foi incentivado a praticar esportes. Ele primeiro se destaca no basquete, modalidade que pratica até os 14 anos, e sagra-se vice-campeão estadual pela Recreativa, um clube da cidade.

Antes de deixar o colégio, aos 17 anos, já estava casado e jogava futebol como semiprofissional. Treinava mais pelo prazer de jogar bola. Dois anos antes, passara no teste do Botafogo de Ribeirão Preto. Por causa da experiência de seu irmão, o "doutor" Sócrates, ele nunca se iludiu com as oportunidades que o futebol teria a lhe oferecer.

Não estava nos seus planos ser atleta profissional, mas o casamento o obriga a ter uma fonte de renda. Sua carreira dá tão certo que ele larga duas faculdades pela metade: História e Educação Física/Fisioterapia. Ainda no Botafogo, é convocado para os Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em que ganha seu primeiro título, em 1987.

No ano seguinte, transfere-se para o São Paulo, seu primeiro grande clube. No tricolor, ganha todos os títulos que alguém pode conquistar: foi quatro vezes campeão paulista (89, 91, 92 e 98), campeão brasileiro (91), bicampeão da Taça Libertadores da América (92 e 93) e campeão mundial interclubes (92).

Em 93, é contratado pelo Paris Saint-Germain, onde novamente veste a camisa 10 e se torna capitão do time e ídolo da torcida. Em cinco anos no exterior, ganha o campeonato francês, duas vezes a Copa da França e, em 96, a Recopa européia. Isso sem falar no título mais importante de sua carreira, a Copa do Mundo de 1994, nos EUA. Em 98, volta ao time do São Paulo para encerrar a carreira. Reestréia na final do campeonato paulista e sai com a taça de campeão.

Ao pendurar as chuteiras, Raí inaugurou a Fundação Gol de Letra, ao lado de Leonardo, ex-companheiro no São Paulo e no Paris Saint-Germain. A Gol de Letra visa à integração social de 260 crianças de 0 a 14 anos em situação de risco. A garotada é atendida em três programas complementares à escola ou em período integral, em São Paulo/SP e Niterói/RJ.