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Falcão
"Eu
tive uma professora (da qual me esqueci o nome)
que ficou na minha memória para sempre,
mais pelo que ela fez por mim do que pela sua
fisionomia ou nome. Ela era minha professora de
Língua Portuguesa na 7ª série,
no colégio Júlia Jorge, em Fortaleza,
no ano de 1972.
Ela, a professora sem nome, usava um método
que me abriu a percepção para a
leitura e despertou meu gosto pela produção
literária, se é que o que eu faço
em matéria de composição
literomusical pode ser assim chamado.
Éramos, eu e os colegas de turma, obrigados
a ler diariamente, nem que fosse a bula de algum
remédio, e depois escrevíamos no
mínimo uma lauda sobre o assunto lido.
Um dia a professora me chamou e disse que eu
era um dos seus alunos que podia no futuro se
dar bem nesse ofício de escrever.
E disse mais: que eu era mesmo bom nisso e que
deveria ir guardando numa gaveta tudo que fosse
escrevendo. Eu peguei corda e fiz exatamente assim.
Resultado: algumas músicas, que eu até
já gravei, saíram dessa gaveta."
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