Meu Professor Inesquecível
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Falcão

Falcão"Eu tive uma professora (da qual me esqueci o nome) que ficou na minha memória para sempre, mais pelo que ela fez por mim do que pela sua fisionomia ou nome. Ela era minha professora de Língua Portuguesa na 7ª série, no colégio Júlia Jorge, em Fortaleza, no ano de 1972.

Ela, a professora sem nome, usava um método que me abriu a percepção para a leitura e despertou meu gosto pela produção literária, se é que o que eu faço em matéria de composição literomusical pode ser assim chamado.

Éramos, eu e os colegas de turma, obrigados a ler diariamente, nem que fosse a bula de algum remédio, e depois escrevíamos no mínimo uma lauda sobre o assunto lido.

Um dia a professora me chamou e disse que eu era um dos seus alunos que podia no futuro se dar bem nesse ofício de escrever.

E disse mais: que eu era mesmo bom nisso e que deveria ir guardando numa gaveta tudo que fosse escrevendo. Eu peguei corda e fiz exatamente assim. Resultado: algumas músicas, que eu até já gravei, saíram dessa gaveta."


Biografia

Marcondes Falcão Maia é cearense de Pereiro. Do alto de seus 1,93 m, é indiscutivelmente um dos maiores cantores da MPB. Ou, como ele próprio prefere, "o mais volumoso de uma família de quatro irmãos distintos".
Arquiteto formado, especializou-se em fazer gozação de tudo desde que descobriu sua inclinação para a música. O alvo preferido de sua troça é o marido traído e sua dor-de-cotovelo.
É autor de quatro discos: O dinheiro não é tudo, mas é 100%, Lindo, bonito e joiado, A besteira é a base da sabedoria e A um passo da MPB.
Sempre com uma tirada melhor que a outra na ponta da língua, define seu estilo musical como "brega trópico-bossanovista pra Genival Santos nenhum botar defeito".
Seu trabalho tornou-se conhecido no país inteiro depois das versões que fez para dois clássicos do repertório popular brasileiro, dito brega: Fuscão preto e Eu não sou cachorro não.
Transpostas ironicamente para um inglês macarrônico e de faz-de-conta e compostas com seu parceiro mais freqüente, Tarcísio Matos, Fuscão preto foi batizado de Black people car, e a canção de Waldick Soriano virou a impagável I'm not dog no.