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Projeto
Teatro Vai à Escola em Meu professor Inesquecível
Tadeu
Aguiar
"Eu estava na 6a série quando conheci
uma professora chamada Dona Inês, uma ex-freira.
Ela era minha professora de História e
eu comecei a gostar dessa disciplina por causa
dela. Ela tinha uma maneira muito especial de
ensinar. Naquela época, para os professores
usarem recursos de multimídia era muito
complicado. Eu me lembro de que ela viajava pra
Europa, pra Grécia, pro Egito e trazia
slides. Isso foi no Colégio Estadual Tomás
Alberto Whatelly, em Ribeirão Preto, em
1973. Eu nunca mais me esqueci dessa mulher. Sempre
que faço meus espetáculos me lembro
das aulas que ela dava. Não era aulas chatas,
mas sim interessantes. Como meu projeto é
destinado a estudantes, sempre penso em fazer
espetáculos interessantes e que falem do
que eles estão vivendo de uma maneira divertida."
Eduardo Bahr
Meu professor inesquecível, sem dúvida,
é o Latuf Isaías Mucci, um professor
de Filosofia que conheci na Pós-graduação
em Literatura Infanto-Juvenil, na Universidade
Federal Fluminense.
Ele era muito especial porque me mostrou que as
palavras não são só palavras.
Ele me mostrou que tem um universo inteiro dentro
de cada palavra e que, quanto mais a gente as
conhece, mais a gente sabe articular, mais a gente
sabe pensar. Uma outra coisa muito importante
que ele me ensinou também é que
o que a gente diz é muito sério
porque é o que o outro vai ouvir. E se
a gente diz uma coisa errada, truncada, não
clara, a informação se perde.
Quando eu cheguei à aula dele, na primeira
aula, ele falou: 'Eu não permito que meus
alunos falem gíria.' E aquilo me deu um
medo muito grande. Como é que eu não
ia falar gíria, se todo mundo falava? E,
aos poucos, eu fui entendendo o que isso tinha
a ver com as questões da comunicação.
Ele é um professor super-rígido
e, ao mesmo tempo, superdoce. Uma coisa importante
- que eu levei para as minhas aulas de Educação
Artística - é que ele lançava
as questões, mas eram os alunos que voavam,
eram os alunos que faziam delas aulas. Era bacana,
porque cada um crescia e ele ajudava cada um a
crescer.
Como sou escritor, pra mim, ele foi fundamental,
assim como foi determinante ter passado por ele
para ser quem sou hoje. Obrigado, Latuf!"
Lorenzza Merhy
"O meu também é um professor
da faculdade. O nome dele é Ricardo Sales.
Ele era professor de Filosofia da Política
na Universidade Estácio de Sá.
Era uma das matérias sobre a qual eu pensava:
'Nossa, essa matéria deve ser muito chata.'
Filosofia já é difícil, imagine
Filosofia da Política! Era Locke, Hobbes.
É superdifícil, mas ele fez com
que ficasse fácil. Ele pegava exemplos
do dia-a-dia da gente pra mostrar que podia ser
fácil. Aí surgiam discussões,
idéias novas, trabalhos. Acho que foi a
matéria de que eu mais gostei na faculdade
[de Relações Internacionais]! Pra
mim, não era chata porque estava superbem
explicada. Ele era um excelente professor e eu
tenho muita saudade dele."
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