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Luís
Nassif
"Eu
tive três professores inesquecíveis:
a dona Nicolina, que foi diretora da minha escola
primária e minha primeira professora durante
alguns meses. Ela era muito severa comigo porque
eu era muito avoado, distraído. Ela chamava
a minha atenção, dava uma dura,
era um terror para a gente. Eu descobri que ela
gostava de mim e fazia aquilo para o meu bem na
minha formatura, quando ela fez questão
de me dar o diploma e me fez um elogio que quase
me fez cair da cadeira. E depois ela acompanhou
minha vida de músico adolescente até
morrer.
Depois, no ginásio, tive dois professores
inesquecíveis. Eu fui um adolescente terrível,
minha adolescência foi um horror! Eu tive
um professor, o Nazário, nem sei se era
grande professor, mas foi um sujeito, um irmão
marista que chegou, de repente, para mim e me
deu conselhos, muitos conselhos. E eu tive outro
professor, de quem nem guardei o nome, em um período
eu tinha 13 anos, 14 anos em que
toda a diretoria do Marista queria me expulsar
e estavam aprontando muito feio comigo. Um dia
eu estava no muro, abraçando a coluna
da escola ele chegou para mim, olhou para
mim e disse: 'Você tem razão'. Isso
eu guardei para o resto da vida."
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