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Consciência Negra: de Zumbi à Lei 10.639/2003

Por Ederson Santos Lima
19/11/2008

Em 1971, corria a Ditadura Militar no Brasil (1964-1985). Nesse mesmo ano, a data de 20 de novembro foi utilizada, pela primeira vez, para simbolizar a luta da comunidade negra brasileira por mais espaço e respeito, no sentido pleno da palavra.

Esse dia, escolhido a dedo, é uma homenagem a Zumbi — o líder mais importante do famoso Quilombo dos Palmares —, que morreu em 20 de novembro de 1695. Encravado nos sertões de Alagoas em pleno século XVII, o quilombo enfrentou, durante aproximadamente 100 anos, a ira e a violência de portugueses proprietários de terras e de bandeirantes contratados para exterminar os arraiais de Palmares.

Abrir espaço em uma sociedade que ainda se vê como branca e européia, apesar da enorme miscigenação, é uma batalha que negros e índios, em especial, ainda têm de travar todos os dias, todas as horas. Nesse sentido, as homenagens a Zumbi são muito importantes e, ao serem somadas a atitudes concretas como a promulgação da Lei 10.639/2003, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, poderão fazer aflorar reflexões no mínimo interessantes na sociedade brasileira.

Crédito: Antonio Cruz/Abr
Cartaz exposto na Câmara dos Deputados durante mostra alusiva ao 20 de novembro.
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