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Crianças do Brasil, Crianças do Mundo: Nosso país é um dos mais atuantes no maior prêmio pelos direitos da criança.
Aula de índio para índio

Há uma grande preocupação com a formação de educadores entre os integrantes das aldeias. Em 2007, do total de 10.200 professores em atuação, 95% deles eram indígenas (dados do Censo Escolar — Inep/MEC). Há diversos projetos do governo, de instituições de ensino superior e de organizações do terceiro setor que oferecem cursos de magistério e de licenciatura para a qualificação de indígenas.

Esses dois modelos de formação têm finalidades diferentes, mas são complementares um ao outro: o de magistério intercultural habilita o educador indígena para a docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental, enquanto o de licenciatura, obtido em cursos de nível superior, é voltado para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio e forma professores em modalidades interculturais específicas.

Entre os projetos de formação de educadores indígenas que se destacam, está o Escola Ativa, o qual começou no estado do Amazonas e já foi ampliado para o Ceará, a Paraíba e Roraima. Desde 2005, esse projeto piloto ensina a metodologia que deve ser usada, auxilia a elaborar o material institucional, demonstra como trabalhar com os materiais didáticos diferenciados e dá dicas sobre alfabetização, entre outras ações. “Focamos em uma metodologia mais flexível, que consiga atender aos anseios específicos da comunidade e que melhore as práticas pedagógicas do professor, que também precisam estar de acordo com a realidade da cultural da escola em que ele atua”, conta Marizélia Dias Laray, técnica formadora do Escola Ativa.