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Educação indígena de verdade.

Por Bárbara Espínola
16/04/2009

Variedade. Uma enorme variedade! Essa é uma das maiores riquezas culturais do Brasil e, ao mesmo tempo, um dos maiores desafios para a educação indígena. Você já parou para pensar em como os nossos curumins estudam?

Até bem pouco tempo atrás, havia poucas escolas para as comunidades indígenas — os índios que queriam estudar tinham de frequentar as escolas rurais ou da cidade, as escolas dos “brancos”. Provavelmente, eles se sentiam como se fossem alunos de intercâmbio: estavam entre um monte de colegas com hábitos e costumes bem diferentes dos deles, aprendiam conteúdos que, às vezes, não faziam sentido em relação à vida que levavam na tribo... Isso sem mencionar que, em geral, as escolas ficavam longe da sua aldeia e, por essa razão, muitos acabavam abandonando os estudos.

Felizmente, isso vem mudando. Desde que o Plano Nacional de Educação de 2001 regularizou a categoria escola indígena e incentivou a criação desse tipo de estabelecimento de ensino, está aumentando o número de escolas indígenas, há mais alunos e os integrantes das tribos estão se qualificando para ministrar aulas.

Vamos entender a importância dessas mudanças e como elas vêm ocorrendo?