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por Diogo Dreyer da Silva

05/12/2003

Números apontam estabilização no registro de novos casos, mas a desinformação faz com que muitas crianças e adolescentes brasileiros corram o risco de se contaminar pelo vírus HIV, causador da doença.

No dia 1.º de dezembro, comemorou-se o Dia Mundial de Combate à Aids. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a aids matou mais de três milhões de pessoas em 2003. Para muitos países do mundo, principalmente da África, há pouco para comemorar. No Brasil, apesar de muitas pessoas ainda terem comportamentos de risco em relação à doença, o balanço da luta contra o vírus é positivo.

Se os números no país ainda não são ideais, ao menos são animadores: até setembro de 2003, foram registrados 19.373 novos casos — 5.762 referentes a este ano e 13.611, a 2002. A epidemia mantém-se estável nas regiões Sudeste (21 casos por 100 mil habitantes) e Centro-Oeste (12 casos por 100 mil habitantes). O Sul, o Norte e o Nordeste ainda preocupam, pois apresentam tendência de crescimento, embora as taxas sejam menores do que as observadas antes de 2000.

Dois outros índices ajudam a formar um quadro promissor no Brasil: a redução de praticamente 100% dos casos de transmissão por transfusão sangüínea graças ao controle rigoroso do material utilizado nos hemocentros e a queda em quase um terço dos casos por transmissão vertical (de mãe para filho), que se deve ao aumento da cobertura do teste do HIV e do tratamento das gestantes.

Isso é resultado de um programa de prevenção e combate à aids que é considerado pela ONU como exemplar para o mundo. Para se ter uma idéia, o Brasil é o único país que distribui gratuitamente o coquetel de remédios para os portadores do vírus, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O que é a aids e o HIV?
A aids, ou síndrome da imunodeficiência adquirida, é provocada pelo vírus HIV, que está presente no sangue, no líquido claro que sai do pênis antes da ejaculação, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas e também em objetos contaminados por essas substâncias. Pode acontecer de alguém ter o HIV, mas não ter aids, pois essa doença pode levar até 10 anos para se manifestar — mesmo assim, a pessoa pode transmitir o vírus. No doente de aids, o HIV destrói as células de defesa do corpo (os glóbulos brancos), o organismo enfraquece, e várias outras doenças podem aparecer (são as chamadas doenças oportunistas).

 

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  Entrevista: Kellen Victor Serique, do projeto Adolescer, fala sobre DSTs e aids nas escolas públicas.
  Entrevista: escritor Samir Thomaz conta como é viver com o vírus da aids.
 

Números: boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

  Adolesite: site com orientações para adolescentes a respeito da aids, sexualidade, drogas e DSTs.
  Grupo Pela Vidda: site com informações sobre os projetos da ONG e também sobre prevenção e como agir em caso de contaminação pelo vírus.