Randy Montoya
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| Mark Tucker, pesquisador
do laboratório americano Sandia, desenvolve uma
espuma capaz de neutralizar agentes químicos e
biológicos em minutos. |
São substâncias ou organismos
nocivos preparados para serem usados em combate e que podem
provocar inúmeros males a suas vítimas, como
cegueira e paralisia, e até danos a muitas gerações.
Antraz
O antraz ou carbúnculo é causado por uma bactéria
chamada Bacillus anthracis. Seu nome é derivado
da palavra grega "anthrakis", que significa carvão,
e se deve às lesões pretas que essa bactéria
causa na pele. É uma infecção conhecida
desde a Antiguidade, quando afetava rebanhos de ovelhas e
outros animais. Após estudos, essa zoonose foi denominada,
em inglês, de "antrax".
Forma de contágio: É extremamente contagioso
e a contaminação pode ocorrer por contato direto,
aspiração ou ingestão, porque esse bacilo
forma esporos que facilitam a sua disseminação.
Tratamento: Apesar de ser uma infecção grave,
ela pode ser controlada com sulfamidas, penicilina e outros
antibióticos.
Botulismo
É uma intoxicação grave causada pela
bactéria Clostridium botulinum. Essa doença
está relacionada principalmente ao consumo de produtos
alimentícios preparados com métodos que não
destroem os esporos da bactéria, permitindo, assim,
a formação de toxinas.
Forma de contágio: A transmissão
da Clostridium botulinum pode ocorrer de quatro formas:
ingestão de alimentos preparados com métodos
que não destroem o esporo, contato com ferimentos,
inalação da toxina e contato com fluidos corpóreos.
Tratamento: É feito com soro antibotulínico
e antibióticos associados a formas de eliminar a toxina
do organismo.
Brucelose
Também conhecida como febre ondulante, febre de Malta
ou febre do Mediterrâneo, é uma antropozoonose
causada por bactérias do gênero Brucella.
Caracteriza-se pela proliferação do agente no
citoplasma das células, principalmente do retículo
endotelial (medula óssea, gânglios, baço
e fígado). É, portanto, uma infecção
do tipo intracelular, embora possam ocorrer infecções
extracelulares, como é o caso das lesões ósseas.
Após atravessar a porta de entrada (pele com soluções
de continuidade, conjuntiva ocular e mucosa da orofaringe),
as brucelas atingem os linfonodos regionais, onde se multiplicam
no interior de macrófagos.
O tipo de evolução do processo infeccioso é
determinado pela quantidade do inóculo, pela virulência
das cepas invasoras e pelo grau de imunidade do hospedeiro
humano.
A Brucella suis e a Brucella melitensis são
mais virulentas que a Brucella abortus.
Forma de contágio: A infecção humana
pode se dar pelas mucosas oral e ocular, por soluções
de continuidade da pele e, quando vinculada ao leite ou seus
derivados, pela orofaringe. Por via digestiva, a infecção
é dificultada, devido ao baixo pH do suco gástrico.
A transmissão inter-humana é muito rara. Entretanto,
podem ocorrer infecções do feto por via transplacentária
e do recém-nascido no canal de parto e pela ingestão
do leite materno.
Tratamento: O uso de antimicrobianos no tratamento da brucelose,
especialmente na forma aguda, encurta o período da
doença e reduz a freqüência de recaídas.
Na brucelose crônica, apesar da terapêutica antimicrobiana
adequada e em esquemas repetidos, a cura é mais difícil.
Recentemente, tem-se usado o interferon no tratamento da brucelose
crônica com resultados promissores.
Febre Q
É uma doença infecciosa causada pela Coxiella
burnetti, um parasita do gado bovino, ovino e caprino.
Forma de contágio: É transmitida ao homem pela
inalação de aerossóis ou pela ingestão
de leite infectado. Após um período de uma a
três semanas, aparecem dor de cabeça, prostração
e dores musculares, podendo haver também febre, tosse,
dores abdominais, icterícia (cor amarelada da pele)
e hepatite, que pode ser grave.
Tratamento: O tratamento é realizado com antibióticos
específicos, especialmente a doxaciclina.
Varíola
É uma febre muito contagiosa caracterizada por uma
erupção especial, seguida de cicatrizes indeléveis.
É produzida por um vírus filtrável. Ataca
preferencialmente pessoas jovens, mas não respeita
idade. Aparece em qualquer estação do ano ou
clima. É uma doença que confere imunidade. Há
casos raros de pessoas que a adquiriram mais de uma vez.
Forma de contágio: O vírus da varíola
penetra pelas mucosas das vias respiratórias, dissemina-se
pela corrente circulatória e instala-se na pele e mucosas,
causando as ulcerações características
da doença.
Tratamento: São necessários vários cuidados
quando se tem um doente em casa. Qualquer objeto que ele tenha
tocado, principalmente talheres, copos, pratos, sanitários
e roupas de cama, pode transmitir a doença a pessoas
que ainda não tenham sido vacinadas ou não estejam
imunizadas. Recomenda-se o isolamento e a quarentena, já
que a doença pode ser transmitida também no
período de convalescença.
No período de incubação, que ocorre entre
oito e doze dias, o paciente ainda pode ser vacinado. A vacina
foi descoberta pelo médico Edward Jenner em 1796 e
proporciona imunidade temporária, tornando necessário
repetir as dosagens a cada cinco ou sete anos. A primeira
vacina deve ser ministrada de três meses a um ano de
vida e repetida depois aos sete e aos onze anos. A pessoa
que já sofreu da doença encontra-se imunizada
contra novos ataques pelo resto da vida.
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