Armas químicas e biológicas
são classificadas, ao lado dos armamentos nucleares,
como armas de destruição em massa. Seu baixo
custo e sua relativa facilidade de produção
fizeram com que fossem chamadas de "bomba atômica
dos pobres".
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| um tratado internacional proíbe, desde 1972, a produção e estocagem de armas químicas e biológicas |
As armas químicas mais perigosas são as substâncias
que têm ação fulminante no sistema nervoso
central. Uma pequena quantidade em contato com a pele é
suficiente para provocar convulsões e morte. As armas
biológicas podem produzir um efeito ainda mais letal.
Isso porque algumas delas são contagiosas. Felizmente,
o antraz não é.
Um microorganismo capaz de causar uma epidemia mundial é
o vírus da varíola. Graças à vacinação,
a doença foi erradicada em 1980. O uso do vírus
como arma é considerado remoto, mas seus efeitos seriam
devastadores. Segundo a OMS, 40 milhões de pessoas
teriam morrido se a doença não tivesse sido
extinta há 20 anos.
Oficialmente, há duas reservas de varíola, uma
nos EUA e outra na Rússia. Teme-se que algum traidor
ou desertor de alguma dessas nações possa ter
repassado amostras do vírus a outros países.
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| Símbolo
usado para alertar sobre a presença de agentes
biológicos letais. |
Durante a Guerra Fria, especulou-se que armas químicas
ou biológicas teriam sido usadas em mísseis
intercontinentais.Na década de 40, os EUA produziram
5 mil bombas com esporos de antraz, que oficialmente jamais
foram usadas. Os exércitos coreano e chinês acusam
os EUA de terem usado armas biológicas entre 1950 e
1953 durante a Guerra da Coréia. Os americanos negam.
Somente em 1972, um tratado internacional proibiu a produção
e estocagem de armas biológicas. Em 1995, porém,
os EUA acusaram 17 países de ainda ter programas de
desenvolvimento dessas armas. A lista citava Irã, Iraque,
Líbia, Síria, Coréia do Norte, Taiwan,
Israel, Egito, Vietnã, Laos, Cuba, Bulgária,
Índia, Coréia do Sul, África do Sul,
China e Rússia.
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