Um mês antes do primeiro caso confirmado de antraz, a OMS advertia sobre a necessidade de prevenção contra ataques bioterroristas. Dizia, porém, que não havia motivo para pânico e que uma rede global de vigilância sanitária daria conta do recado...
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| Gro Harlem Brundtland,
diretora-geral da OMS. |
"A recente onda de atentados terroristas
pegou muita gente de surpresa. Mas não a Organização
Mundial de Saúde (OMS). Ao final de setembro, a OMS
já chamava a atenção para a necessidade
de reforçar os planos de reação em caso
de ataques químicos e biológicos.
"Nós atualizamos nossas normas para ajudar os
países a responder a suspeitas de incidente de infecção
deliberada [causada por agentes químicos ou biológicos]",
disse Gro Harlem Brundtland, diretora-geral da OMS, durante
uma reunião do conselho da Organização
Pan-Americana de Saúde, que ocorreu duas semanas após
os ataques às torres gêmeas do World Trade Center.
A homepage da organização (www.who.int) disponibilizou
um relatório técnico intitulado Saúde
pública e as armas químicas e biológicas
e convocou os ministros da Saúde a se preparar para
as conseqüências de um ataque bioterrorista.
O porta-voz da OMS em Genebra, Suíça, Iain
Simpson, frisou que, se era preciso ser prudente, não
havia motivo para pânico ou alarmismo. Segundo ele,
a OMS possui uma rede de vigilância em escala global,
formada por uma rede de 250 laboratórios que monitora
todos os rumores de epidemia natural ou deliberada no planeta.
Ele acrescentou que tal rede é reforçada por
informantes que vasculham permanentemente a mídia em
busca de indícios de propagação de doenças.
Caso alguma epidemia seja confirmada, há uma equipe
da OMS de plantão pronta para agir.
Gro Brundtland lembrou que a OMS coordenou
recentemente ações contra a propagação
do ebola em Uganda e que, naquele exato momento, a organização
estava vacinando em regime de urgência 3 milhões
de pessoas em Abdjian (Costa do Marfim) para evitar uma epidemia
de febre amarela.
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