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Armas Químicas  



Randy Montoya
O pesquisador Maher Tadros demonstra a aplicação da espuma contra armas químicas e biologicas, criada pelo laboratório americano Sandia.

Há relatos do uso de armas químicas desde a Antiguidade. Os gregos usaram flechas envenenadas em suas guerras há mais de 2 mil anos. Mas foi na Primeira Guerra Mundial que as armas químicas foram usadas em larga escala. O cientista alemão Fritz Harber, ganhador do Prêmio Nobel de Química por suas pesquisas sobre a síntese da amônia, propôs, em 1915, o uso de gás cloro contra os inimigos. Sua idéia foi posta em prática na Batalha de Ypres, na Bélgica. Ainda na Primeira Guerra Mundial, o gás mostarda foi usado pelos alemães contra os inimigos e os ingleses e franceses utilizaram gases do sangue. Estima-se que nessa guerra houve mais de 100 mil mortos vítimas de armas químicas.

Após a Primeira Guerra Mundial, em 1925, o Protocolo de Genebra procurou limitar o uso de armas químicas, mas elas continuaram a ser utilizadas em vários conflitos do século XX. Na Segunda Guerra Mundial, por exemplo, os nazistas usaram o Zyklon B e o gás cianídrico no extermínio de judeus.

Em 1972, a Convenção de Armas Biológicas e Químicas proibiu a produção e estocagem de armas químicas e biológicas no mundo, mas, desde então, houve casos de desrespeito a essa lei, como durante a invasão do Afeganistão pela ex-URSS, na luta dos iraquianos contra os curdos e na Guerra do Golfo.

Agente laranja
Desfolhante usado na Guerra do Vietnã pelas tropas norte-americanas e sul-vietnamitas. Calcula-se que tenham sido lançados 45,6 milhões de litros do produto durante os anos 60, cobrindo dez por cento do território do Vietnã.
Categoria: Desfolhante
O que causa: Derruba as folhas das árvores, impedindo que os soldados se escondam na mata. Causa sérios danos ao meio ambiente.

Gás cloro (Cl2)
Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, o cientista alemão Fritz Haber teve a idéia de usar gás cloro para obrigar as tropas inimigas a sair das trincheiras e aceitar o combate a céu aberto. Os alemães lançaram gás cloro no front perto da cidade belga de Ypres. Foi uma devastação — 5 mil soldados franceses desprevenidos foram mortos e outros 10 mil ficaram feridos.
Categoria: Asfixiante
O que causa: O cloro pertence ao grupo dos gases sufocantes, que irritam e ressecam as vias respiratórias. Para aliviar a irritação, o organismo segrega líquido nos pulmões, provocando um edema. A vítima morre literalmente afogada.
Tratamento: Inalação de oxigênio úmido e intubação traqueal ou traqueostomia em pacientes com obstrução das vias aéreas ou hipoxemia grave.

Gás cianídrico (HCN)
O ácido cianídrico é um gás incolor que mata imediatamente se inalado numa concentração superior a 300 mg/m³ de ar. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi utilizado pelos nazistas para o extermínio de judeus em câmaras de gás.
Uma curiosidade: o cianeto de potássio, quando ingerido, reage com a acidez do estômago e gera gás cianídrico. Por isso, foi utilizado na Segunda Guerra Mundial como uma alternativa de suicídio rápido em situações de emergência. O líder nazista Goering, por exemplo, suicidou-se engolindo uma cápsula de cianeto pouco antes de ser levado ao enforcamento em Nuremberg.
Categoria: Agente do sangue
O que causa: Combina-se com a hemoglobina, bloqueando a capacidade do sangue de transportar oxigênio. Provoca a morte rapidamente quando inalado.
Tratamento: A ação do gás cianídrico é muito rápida. O tratamento só é possível se a quantidade inalada não atingir a concentração fatal. O Na2S2O3 aplicado por via intravenosa reage com o cianeto, formando sulfocianeto, que é atóxico e eliminado pela urina. Outros produtos podem ser usados, como 4-dimetilaminofenol, piruvato de sódio e oxigenoterapia.

Gás mostarda (Cl - CH2 - CH2 - S - CH2 - CH2 - Cl)
O gás mostarda foi produzido em 1822, na Inglaterra, mas seu uso como arma química só aconteceu bem mais tarde. Além de atacar o revestimento das vias respiratórias, provocando feridas e inchaço, esse gás com cheiro de mostarda (daí o nome) provoca bolhas e queimaduras na pele e cegueira temporária. Se inalado em grande quantidade, mata.
O gás mostarda foi usado pelos alemães na Primeira Guerra Mundial.
Categoria: Agente vesicante
O que causa: Provoca irritação nos olhos e feridas na pele e pode matar por asfixia se for inalado.
Tratamento: O tratamento com corticosteróides tem valor incerto, mesmo quando são aplicados por via intravenosa.

Napalm
O napalm foi largamente utilizado no Sudeste Asiático durante a Guerra do Vietnã. Mistura de gasolina com uma resina bastante espessa da palmeira que lhe deu o nome, o napalm, em combustão, gera temperaturas superiores a 1.000 ºC.
Categoria: Agente carbonizante
O que causa: O napalm em combustão adere à pele, queimando os músculos e fundindo os ossos. Além disso, libera monóxido de carbono, fazendo vítimas também por asfixia.

Sarin
O sarin é um composto organofosforado. Essa classe de compostos foi sintetizada pela primeira vez em 1936 pelo químico Gerhard Schrader, que tentava desenvolver pesticidas de uso agrícola. O caso mais recente de utilização de sarin foi um atentado terrorista ao metrô de Tóquio, no Japão, em 1995. A seita japonesa radical Verdade Suprema foi a responsável pelo atentado, que deixou doze mortos e 5 mil feridos. Outro composto organofosforado de efeito devastador é o tabun.
Categoria: Agente dos nervos
O que causa: Os compostos organofosforados agem sobre o sistema nervoso e inibem uma enzima que controla as contrações musculares, o que leva a um curto-circuito no sistema nervoso. A vítima morre por estrangulamento de órgãos vitais como o pulmão e o coração, causado pela contração descontrolada dos músculos.

 

O ALERTA DA OMS  

DESTRUIÇÃO EM MASSA  

ARMAS QUÍMICAS  
Agente laranja, gás cianídrico, gás cloro e gás mostarda. O que você sabe sobre essas perigosas armas químicas?
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O antraz virou notícia. Conheça outros tipos de agentes biológicos usados por terroristas para espalhar o pânico.

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