Rússia e EUA buscam aliança com oposição afegã
EUA buscam aliança com o movimento de resistência ao regime talebã; Rússia promete armas à oposição afegã e diz saber onde está Osama Bin Laden

A manchete de capa do jornal The New York Times de hoje afirma que o governo americano está negociando uma coalizão com a Aliança do Norte, organização que se opõe ao regime talebã e controla 10% do território afegão. O objetivo seria obter apoio local contra o terrorismo em troca de amparo logístico ao movimento de resistência à dominação talebã.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, em pronunciamento à tevê, afirmou hoje que o país iria “proporcionar ajuda para as forças armadas de oposição na forma de armas e equipamentos militares” — informa a Agência Estado. “Estamos ampliando a cooperação com o governo reconhecido internacionalmente do Afeganistão”, disse. O regime talebã é reconhecido por apenas três países, entre eles o Paquistão e a Arábia Saudita.

Putin disse ainda que Rússia estaria disposta a abrir seu espaço aéreo à ajuda humanitária, em caso de ataque, e a partilhar informações confidenciais de seu serviço de inteligência. Fontes do serviço secreto russo, que preferiram não se identificar, divulgaram uma nota através da agência de notícias oficial da Rússia (Itar-Tass), afirmando que Osama Bin Laden continua no Afeganistão.

Segundo a nota, o principal suspeito dos atentados a Nova Iorque e Washington estaria nos arredores de Yelabad, a 120 km a leste de Cabul. De acordo com a Itar-Tass, haveria bases camufladas e fortificadas na região. O regime talebã declarou ontem que o milionário saudita, que vive no Afeganistão desde 1996, “desapareceu”.

Legitimidade Mundial
EUA e Rússia reagiram positivamente à convocatória do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para que as Nações Unidas assumam a dianteira no esforço internacional antiterrorrismo. Durante um encontro da Assembléia Geral das Nações Unidas, Kofi Annan disse que “somente a ONU pode dar legitimidade mundial” ao combate contra o terror.

O chaceler russo, Igor Ivanov concordou que a ONU deve encabeçar a ação contra o terrorismo e afirmou ser necessário fortalecer o papel das Nações Unidas como “instrumento indispensável para se manter a paz. A diplomata americana Cameron Hume afirmou que a ONU deve desempenhar o papel de preparar as medidas a longo prazo da comunidade internacional para vencer o terrorismo.

No caso dos EUA, o apoio não ficou apenas nas palavras. Segundo a Agência Estado, o congresso americano aprovou, por unanimidade, o pagamento dívidas atrasadas com a ONU na ordem de US$ 826 milhões. O deputado republicano Henry Hyde acredita que saldar as dívidas que já duravam anos irá estimular uma reação da ONU. O projeto já havia sido aprovado em fevereiro pelo Senado e agora irá à sanção do presidente Bush.


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