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| Beija-flor-cinza (Aphantochroa cirrhochloris), uma
das espécies pesquisadas |
O ex-jogador de futebol Dadá Maravilha disse certa vez que só há três coisas no
mundo que param no ar: o beija-flor, o helicóptero e ele próprio. Dadá tinha razão
- driblar as leis da física não é para qualquer um.
O frenético metabolismo dos beija-flores é de tirar o fôlego de qualquer atleta
olímpico. Para dar a famosa paradinha no ar, eles batem as asas 55 vezes por segundo
e o seu ritmo cardíaco chega a 1.000 batimentos por minuto. Ao pôr-do-sol, finalmente
o descanso merecido: os colibris praticamente hibernam quando a noite cai. Sua
atividade física aproxima-se de zero e eles sobrevivem apenas com a reserva de
energia acumulada à luz do dia.
Se você quiser encontrar um beija-flor, não precisa ir muito longe. Essas aves da
família Trochilidae só existem na América. São 330 espécies, 80 delas espalhadas
pelo Brasil.
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O balança-rabo-de-bico-torto (Glaucis hirsutus) também
fez parte da pesquisa |
Agora, se quiser ter beija-flores por perto, experimente colocar um bebedouro com
água e açúcar no jardim de casa. Mas não se esqueça de limpá-lo e de trocar a água
quase diariamente. Essas minúsculas aves são muito sensíveis e a sujeira da água
ou o limo podem custar-lhes a vida. E se os beija-flores deixarem de existir, toda
a cadeia biológica será prejudicada.
A função dessas aves é a polinização. Sem elas, algumas plantas não se reproduziriam,
especialmente as que têm flores tubulares, em que o pólen é tão escondido que só
mesmo um bicão como o colibri para alcançá-lo.
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