Bicicleta na cidade: + mobilidade + sustentabilidade

Por Cesar Munhoz
30/03/2009

Manhã cedo em Embu das Artes, região metropolitana de São Paulo. Bill prepara-se para cruzar a BR-116 e chegar ao seu local de trabalho, no centro de São Paulo. Serão cerca de 50 quilômetros, que ele percorre todos os dias. Nada de extraordinário, muita gente faz isso. A diferença é que ele faz de bicicleta. “Eu me recuso a ficar dentro de um carro ou de um ônibus para ir a qualquer lugar em, no mínimo, 45 minutos. De bicicleta, não preciso me preocupar com estacionamento, gasolina ou trânsito. Sou parte da solução, e não do problema.”

Bill Presada é presidente da Bike Brasil, associação que defende a ideia de que as cidades precisam de mais bicicletas, e não de mais carros. O que faz muito sentido. Afinal, alguém consegue andar de carro em um grande centro sem enfrentar pelo menos um ponto de congestionamento? A bicicleta é mais barata, ocupa menos espaço, é mais divertida, permite uma relação mais intensa e verdadeira com a cidade, além de ser muito mais econômica para quem compra e para quem produz, porque consome menos recursos para ser fabricada do que um carro. E sabe qual é o combustível que ela queima? As suas calorias.

Não é o máximo? Infelizmente, o uso da bicicleta como meio de transporte não é uma realidade na maioria das cidades brasileiras. Falta estrutura, educação para o trânsito e força de vontade de muitas parcelas da população. Nas próximas páginas, vamos conhecer melhor alguns desses freios, e o que podemos fazer para mudar a situação.