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Bienais de São Paulo


Desde a década de 50, a Bienal de São Paulo faz parte do calendário cultural da cidade e do País. Idealizada pelo empresário Francisco Matarazzo Sobrinho, conhecido como Ciccillo Matarazzo, e por sua esposa Yolanda Penteado, a exposição de arte moderna iniciou uma fase artística fora do eixo Europa-Estados Unidos.

Da primeira edição até os dias de hoje, a Bienal já passou por bons e maus momentos. Em 2008, a exposição foi alvo de críticas depois de deixar um andar inteiro sem obras e levou o apelido de Bienal do Vazio. Cogitou-se suspender os próximos eventos, mas em 2010 a mostra parece inaugurar uma nova fase.

Veja os fatos mais marcantes desta trajetória:

  • 1951: a primeira edição da Bienal de São Paulo é aberta em 20 de outubro na esplanada do Trianon, onde hoje se localiza o Masp.
  • 1953: recém-inaugurado, o Parque Ibirapuera torna-se a sede da Bienal, que expõe Guernica, o famoso quadro de Pablo Picasso.
  • 1959: são inaugurados espaços em que as artes plásticas dividem as atenções com o teatro e a arquitetura.
  • 1963: a grandiosidade vira a marca registrada da Bienal.
  • 1967: em meio ao período da ditadura, a mostra consegue expor obras que remetem à pop arte.
  • 1977: a exposição passa a ser dividida por núcleos temáticos.
  • 1985: um novo conceito de curadoria é implantado, com obras expostas em três vastos corredores e trabalhos exibidos em forma vertical no hall do pavilhão.
  • 1990: a mostra é organizada por grandes temas. Apresentações de dança e música são incorporadas.
  • 1994: a Bienal atrai pessoas de todos os países e tem repercussão internacional positiva. O curador, o banqueiro Edemar Cid Ferreira, diz que a intenção do evento é ser como a ONU: “quanto mais países, melhor”.
  • 1996: a grande produção é mantida. Na mostra são apresentados trabalhos de 18 artistas renomados como Pablo Picasso, Paul Klee, Edvard Munch, Goya, Andy Warhol, Pedro Figari, Jean-Michel Basquiat, Wifredo Lam e Gega.
  • 2004: a entrada passa a ser gratuita e o evento bate recorde de público: mais de 900 mil pessoas visitaram o pavilhão do Parque Ibirapuera.
  • 2006: fracasso de público, a curadoria vê como ponto alto o projeto educativo, que incentiva alunos e professores a visitar o evento.
  • 2008: a curadoria da Bienal decide não expor nenhuma obra no segundo piso do museu. A reação da crítica foi imediata e o evento foi apelidado de Bienal do Vazio.