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Arte e Educação


Como aproximar o brasileiro da arte? Essa questão permeia o trabalho desenvolvido pelo núcleo educacional da Bienal. À frente desse desafio está a curadora Stela Barbieri, que realiza um trabalho para disseminar a educação artística dentro e fora do evento. “A história da arte e educação no Brasil é muito rica e extensa. Há muitas experiências transformadoras tanto no ensino formal como no não formal. Cada vez mais, temos percebido que a presença da arte na escola tem deixado de ser apenas atividade acessória ou recreativa e adquirido corpo e conceituação”.

Dentro da Bienal, visitantes, alunos e professores podem contar com a orientação especializada de educadores. São aproximadamente 300 universitários de diversas áreas do conhecimento prontos para esclarecer as dúvidas do público. Eles passaram por um processo de seleção e uma formação especializada em arte e estudaram os artistas que estão expondo. “Os educadores fazem o diálogo do visitante com a obra. Problematizam a informação. Em primeira instância, eles encorajam o público a falar de suas percepções da obra.”, explica a curadora. Além das visitas orientadas, os educadores também estão presentes em programações nos terreiros e nos ateliês.

Mas o projeto educativo extrapola os limites físicos da Bienal. Educadores também foram formados em ONGs e em escolas da rede pública de São Paulo e de outros estados. Foram mais de 30 mil atendimentos. Algumas comunidades também receberam a visita de artistas e um material didático está sendo distribuído para que professores possam estimular a arte entre os alunos.

Para dar continuidade às parcerias estabelecidas, a curadoria estuda realizar ações educativas e itinerantes da Bienal em diversas localidades depois que o período da exposição terminar. Para vencer esses desafios, a curadora espera contar com a ajuda de professores do País todo. “Acreditamos que o professor é um agente fundamental na construção do encontro entre os alunos e a arte contemporânea. Entendemos que o professor envolvido, que investiga a arte e é atravessado por ela, tem plenas condições de criar ambientes de aprendizado e desafios coletivos, como demanda a produção artística atual”, conclui.