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Por Alexandre Loureiro e César
Munhoz
08/02/2008
Três espécies de seres vivos
deixam de existir a cada hora no planeta Terra. São aproximadamente cem
espécies extintas por dia. A conta é do biólogo Edward
Wilson, um dos responsáveis pela popularização do termo
biodiversidade. Hoje, essa palavra está na moda, mas seu real
significado corre grande risco.
Ao mesmo tempo que o homem avança na busca por mais conhecimento, poder
e conforto, deixa grandes rastros no meio ambiente, dando aos outros seres vivos
duas “escolhas”: adaptar-se ou deixar de existir. De um jeito ou
de outro, essas mudanças acarretam em distorções nocivas
e irreversíveis no modo de vida desses seres. No fim das contas, o que
sempre acontece é a extinção das espécies. Se continuarmos
nesse ritmo, ainda na metade deste século o número de espécies
extintas poderá superar o dos grandes eventos de extinção
que ocorreram no passado geológico da Terra — como aconteceu com
os dinossauros, por exemplo.
A diferença é que as grandes extinções em massa
do passado ocorreram muitas vezes de forma lenta e gradual e resultaram da ação
de fenômenos naturais. Diferentemente, as extinções atuais
são provocadas pela atividade humana e pelo crescimento populacional
descontrolado. Ou seja, o que acontece hoje é praticamente extermínio.
Nas próximas páginas, vamos entender mais sobre a importância
da preservação da biodiversidade, e o que sua redução
acarreta para todos, inclusive para o “bicho homem”.
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