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O que é biodiversidade?

O conceito de biodiversidade é relativamente novo. Até 1986, era pouco conhecido no meio científico. A palavra nasceu em um congresso de naturalistas que aconteceu na cidade de Washington, em setembro de 1986. A repercussão foi tanta que, poucos anos depois, na Eco-92 — II Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento —, no Rio de Janeiro, reconheceu-se que a biodiversidade é o mais importante patrimônio da humanidade.

Segundo a Biologia, a biodiversidade é o conjunto de todos os genes, espécies e ecossistemas de uma região. É o resultado de um longo processo de especiação no qual os fatores ambientais interferem ativamente. Neste processo gradual, formam-se muitas variedades de um mesmo tipo de ser vivo e, depois de muito tempo, surgem novas espécies.
A biodiversidade pode ser dividida em três níveis:

    1) Genética: é a variação dos genes dentro das próprias espécies — engloba as populações inseridas em uma mesma espécie ou a variação genética de uma população.

    2) De espécies: é a variedade de espécies existentes em uma determinada região ou bioma.

    3) Diversidade de ecossistemas: é uma categoria difícil de ser definida e medida, pois as fronteiras das comunidades, das associações entre os seres vivos e dos ecossistemas não estão bem definidas. Mas pode-se dizer que ela diz respeito ao número de diferentes tipos de vegetação, paisagens, biomas, etc.


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A CDB

A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) é o mais importante acordo internacional sobre biodiversidade. Ela surgiu durante a Eco-92, conferência que reuniu 114 chefes de Estado, 10 mil jornalistas e 40 mil militantes de 3.200 ONGs. Foi um dos maiores encontros ambientalistas da História, que, além de gerar o regimento, resultou em uma série de outras convenções, acordos e protocolos, como a Agenda 21 e a Carta da Terra.

Entre os objetivos da convenção estão a conservação e utilização sustentável da diversidade biológica, o acesso aos recursos genéticos e a repartição justa dos benefícios gerados por seu uso, incluindo a biotecnologia. Essas ações devem ser colocadas em prática pelo governo e pela sociedade, e cada país tem autonomia para decidir como implantar a convenção para proteger e usar sua biodiversidade da melhor maneira possível.

O Brasil é considerado um dos países mais ricos em biodiversidade tanto em relação à flora quanto à fauna, com 15 a 20% do número total de espécies do Planeta. Para proteger esse patrimônio biológico, foi criada a Política Nacional de Biodiversidade (PNB), um complemento à CDB que trata das questões relacionadas à biossegurança e biodiversidade brasileiras.

A legislação da PNB sobre a biodiversidade tem como objetivos principais conhecer, conservar, manter meios de utilização dos recursos naturais de forma sustentável, avaliar, acompanhar e promover ações de prevenção e diminuição dos impactos; acessar recursos energéticos e conhecimentos tradicionais; repartir os benefícios advindos dessa riqueza natural; educar e sensibilizar a opinião pública; fortalecer por meio de leis e instituições a gestão da biodiversidade e biomas brasileiros (Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Campos Sulinos).

• Saiba mais sobre outros documentos surgidos durante a Eco-92

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