| A Copa na Era "Mais-Que-Digital"
Com tanta evolução na área tecnológica,
não é de se estranhar que, neste ano, muitos dos investimentos
e parcerias se voltem para a Copa do Mundo. A intenção
das grandes empresas é mostrar soluções e inovações
em seus produtos e serviços. Dos estádios a roupas
que combinam comunicação, conectividade e informação,
a Copa 2002 promete ser um show nos países que são
referência mundial em tecnologia da informação:
Japão e Coréia do Sul.
Desde os Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália,
já se pode perceber o quanto as empresas de tecnologia têm
evoluído nos últimos anos. As transmissões
ao vivo, as inovações digitais e as novas mídias
- como Internet e celulares - deram um show à parte durante
as competições, e o público pôde escolher,
entre tantos recursos disponíveis, como queria assistir aos
jogos.
A IBM foi uma das empresas que mais investiu em tecnologia nas
Olimpíadas de Sydney, em um de seus maiores projetos na área
esportiva. Além do site oficial dos jogos, que poderia ser
acessado em oito idiomas diferentes, com informações
atualizadas, também funcionou o fun mail, pelo qual foi possível
enviar mensagens para todos os atletas de todos os países
e modalidades. Só não foi possível transmitir
os jogos via Internet. "Seria possível fazer isso, mas
a realização das transmissões esbarra nos contratos
entre os organizadores da competição e as redes de
TV. De qualquer forma, o site ofereceu informações
que as TVs nunca teriam capacidade de oferecer", disse em entrevista
à Folha de S.Paulo a vice-presidente mundial de patrocínio
olímpico e esportivo da IBM, Elizabeth Primrose-Smith. Segundo
ela, foi possível informar os resultados, em tempo real,
de até 25 provas acontecendo simultaneamente. Elizabeth acredita
que "quem é fã, quem acompanha o esporte, é
apaixonado, busca se informar e saber o máximo possível
sobre a modalidade. E esta atenção nos interessa em
especial", explicou.
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Seoul World Cup Stadium, onde será
disputada uma das semi-finais. Futuro do estádio é
incerto após a Copa.
Foto: Fifa |
E não é só a IBM que se interessa por todo
esse público apaixonado por esporte. Entre os patrocinadores
da Copa do Mundo 2002, muitos são empresas de tecnologia
e darão suporte em know-how durante a competição.
Entre eles, estão Fuji-Xerox, JVC, Philips, Toshiba, Fujifilm,
KT/NTT e Yahoo!.
Philips e Nike
A Philips e a Nike anunciaram uma parceria que reúne duas
potências em competência tecnológica e em soluções
inovadoras. A linha de produtos com as duas marcas será inicialmente
de aparelhos de áudio especialmente projetados para o esporte,
mas pretende progredir, ao longo do tempo, para roupas e equipamentos
que combinem comunicação, conectividade e informação
que incentivem a atividade esportiva.
"Os atletas querem tecnologia que estimule e realce a experiência
atlética. Nós acreditamos que nenhuma empresa, ou
fusão de empresas, já tenha demonstrado como a tecnologia
pode realizar isso. Aliando-nos à Philips, nós acreditamos
que podemos transformar as indústrias eletrônica e
de material esportivo", afirmou o vice-presidente da Nike,
Peter Ruppe, ao anunciar a aliança. O diretor de marketing
da Philips também acredita no sucesso da parceria. "A
Nike conhece atletas melhor do que ninguém. Trabalhando junto
com a Nike, a Philips poderá traduzir sua principal competência
em tecnologias de display, conectividade e armazenamento óptico
em soluções de produtos que vão agradar a milhões
de consumidores amantes dos esportes no mundo todo. Mas, e o que
é mais importante, a visão do futuro que as marcas
Nike e Philips compartilham deverão levar a uma nova e vibrante
categoria de equipamentos e roupas".
Roupa eletrônica e tecnologia do ar são algumas das
inovações lançadas nos últimos anos
pela Philips e pela Nike, duas empresas revolucionárias quando
o assunto é tecnologia e qualidade. Vale lembrar que a Philips
é patrocinadora da Copa do Mundo 2002, mas a Nike, não.
Quem comprou uma das cotas foi a concorrente Adidas. Apesar disso,
a Nike está patrocinando oito seleções: Brasil,
Portugal, Bélgica, Coréia do Sul, Estados Unidos,
Rússia, Croácia e Nigéria.
e-Korea
A Coréia do Sul é uma das principais referências
mundiais em tecnologia da informação. O governo investe
anualmente mais de US$ 1,2 bilhão por ano para que a Coréia
seja um país "digital" com o slogan e-Korea. Com
esse incentivo do desenvolvimento tecnológico, hoje a indústria
de TI coreana é considerada uma das mais avançadas
do mundo.
Os números da Internet na Coréia do Sul impressionam:
mais de 50% da população acessa a Internet e a metade
desses internautas, por meio da banda larga. Além disso,
o internauta coreano é o que passa mais tempo conectado:
16 horas/mês. A Kosdaq é o segundo maior mercado de
ações de tecnologia do mundo e chega a movimentar
cerca de US$ 300 milhões por dia.
Estádios do futuro
O Japão e a Coréia do Sul investiram cerca de US$
1,5 bilhão em reforma e construção de estádios
de futebol para a Copa do Mundo de 2002. O que eles vão fazer
com tantos estádios espetaculares depois do Mundial não
se sabe ainda, já que o público médio em jogos
de futebol, tanto na Coréia do Sul quanto no Japão,
fica em torno de 10 mil pessoas, e os novos estádios têm
capacidade para até 70 mil.
A grande atração dos estádios é o de
Domo de Sapporo, na Ilha de Hokkaido, no norte do Japão.
É nesse estádio que foi instalado o primeiro gramado
móvel do mundo. Ele tem uma cobertura fixa, que fica ao ar
livre para não se deteriorar, e, no dia do jogo, é
transportado para dentro do estádio em uma plataforma de
8.300 toneladas, movida a ar comprimido. Esse transporte leva cerca
de cinco horas e, dentro do estádio, o gramado pode ainda
se mover 90° para ficar na posição correta. Todo
o projeto demorou três anos para ser concluído.
Outra preocupação dos sul-coreanos foi criar sistemas
ecologicamente corretos. No estádio de Suwon, onde o Brasil
enfrentará a Costa Rica, a água da chuva é
aproveitada para regar o gramado. Já no estádio de
Oita, o teto retrátil, em forma elíptica, tem um vão
central revestido com película de teflon, que dispensa o
uso de refletores de luz em jogos diurnos, mesmo quando a cobertura
está fechada. Em dias quentes, o vão da estrutura
de aço deixa espaço para a circulação
de ar.
Imagem e som: alta definição
Para quem for prestigiar a Copa do Mundo ao vivo, o evento promete
mostrar tudo bem de perto e em alta definição. Para
aqueles que ficarão mais afastados do gramado, nenhum problema
para assistir aos jogos: em todos os estádios, foram instalados
telões de alta definição que mostrarão
replays das melhores jogadas e closes exclusivos durante as partidas.
O sistema de som também é inovador: microfones à
beira do gramado farão com que os gritos dos jogadores sejam
ouvidos nas arquibancadas. É bom eles tomarem cuidado com
o que vão dizer!
Parceiros
Os patrocinadores oficiais da Copa do Mundo também farão
a sua parte no grande turbilhão multimídia que envolve
o Mundial. O Yahoo!, por exemplo, já tem sua página
especial da Copa do Mundo, na qual o internauta encontra as últimas
novidades, conteúdo, tabelas e imagens. E os anunciantes
do site têm a oportunidade de estender sua publicidade para
a rede mundial Yahoo!, que atinge mais de 218 milhões de
visitantes por mês, uma vitrine e tanto para publicidade de
grandes marcas ou de empresas que estejam pensando em conquistar
o mercado internacional. "A maioria dos jogos acontecerá
de madrugada, devido ao fuso horário, o que tornará
a Internet o principal canal de acesso às informações",
afirma Bruno Fiorentini, presidente do Yahoo! Brasil.
No caso da Fujifilm, patrocinadora de Copas do Mundo desde 1982,
na Espanha, a contribuição continuará sendo
dos seus laboratórios fotográficos, incluindo instalações,
tecnologia e equipamentos, no auxílio aos milhões
de fotógrafos presentes no Mundial. A empresa anunciou recentemente
que três dos R$ 17 milhões destinados para as ações
de marketing e publicidade neste ano serão direcionados ao
mundial de futebol.
Já a JVC está pronta para disponibilizar toda sua
experiência em software e hardware para o sucesso do evento.
Da mesma forma, a Toshiba será uma das provedoras de tecnologia
da informação na Copa do Mundo de 2002, principalmente
no que se refere à Internet.
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