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Início do século XX. Reservas incalculáveis de recursos naturais e novas
descobertas científicas culminam em uma gigantesca explosão industrial. A
humanidade aposta suas fichas no progresso. Nem todas as crianças viram
nisso motivo para otimismo. A crescente demanda por mão-de-obra as arrasta
para as fábricas. Em 1910, elas são 2 milhões - somente nos Estados Unidos!
Para ajudar nas contas de fim de mês, as crianças trabalham em funções não
qualificadas. Embora suas pequeninas mãos sejam hábeis no manuseio das peças,
o ordenado, coitado, é ainda mais minguado que o de seus pais. Impedidas de
ter infância e longe da escola, milhares delas desperdiçam no chão-de-fábrica
a chance de ter uma vida adulta saudável. Acidentes de trabalho, doenças
pulmonares e a fadiga da longa jornada fazem delas farrapos humanos.
Em 1907, o recém-criado Comitê Nacional do Trabalho Infantil recebe apoio do
Congresso americano. O comitê contrata especialistas que saem em busca de provas
das precárias condições de trabalho a que as crianças são submetidas. Entre eles,
Lewis Hine. Os dados estatísticos obtidos e exposições fotográficas são usados
como armas para sensibilizar a opinião pública norte-americana.
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