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Saúde e nutrição

Os maiores avanços na situação da infância no mundo foram por conta da imunização por vacinas

Nada menos que 14 das 26 metas assumidas pelos chefes de Estado durante a Cúpula Mundial pela Infância visavam zelar pela saúde e nutrição infantis. Felizmente, é nessa área também que os avanços na defesa dos direitos das crianças se mostraram mais animadores.

Por exemplo: em 175 países, não foi mais registrado um caso sequer de poliomielite, também chamada de paralisia infantil. A meta de erradicação da pólio só não foi cumprida porque a doença ainda é endêmica em 20 países. A cobertura da vacina tríplice, que combate de uma só vez o tétano, a coqueluche e a difteria, atingiu 75% das crianças do mundo. Outro progresso foi a diminuição em quase dois terços da incidência de sarampo.

Em outras palavras, a melhoria da saúde infantil se deveu basicamente ao aumento da imunização, isto é, da proteção contra doenças que podem ser facilmente prevenidas através de vacinas. Quanto aos outros tipos de enfermidades, destaca-se o cumprimento, em todo o mundo, da meta de reduzir pela metade a mortalidade por diarréia. Apesar desse fantástico avanço, a diarréia permanece, ao lado das infecções respiratórias agudas (IRAs), como uma das principais causas de mortalidade infantil.

A África Subsaariana é uma das únicas regiões em que a subnutrição infantil aumentou.

Cerca de 3 milhões de crianças até cinco anos foram salvas ao ano, o que corresponde a uma redução de 14% da mortalidade infantil no mundo na última década. É um número considerável, mas ficou bem aquém da meta, que era reduzi-la em um terço. A subnutrição diminuiu com ainda mais força: cerca de 17% nos países em desenvolvimento. Quase 30 milhões de crianças deixaram de ter uma infância debilitada e marcada pela fome nos anos 90.

No entanto, ainda há muito que fazer nessa área. Apenas metade de todas as crianças do mundo tem o leite materno como alimento exclusivo nos primeiros quatro meses de vida. Nos países africanos ao sul do Saara, uma das únicas regiões onde a subnutrição aumentou, cerca de um terço da população sofre com a falta de comida. Das 149 milhões de crianças subnutridas, dois terços vivem na Ásia.