A criança indígena
O que você faz quando conhece alguém que
tem costumes, idéias, cor, enfim,: tudo diferente
de você? Demonstra respeito por essa pessoa, tratando-a
da mesma forma que gostaria de ser tratado? Então,
parabéns! Mesmo sem saber, você já
está ajudando a fazer deste planeta um lugar
melhor para todos! Mas, infelizmente, a maioria da população
mundial não pensa assim.
Ainda há muita gente por aí que não
respeita o próximo e trata todos os que são
diferentes com intolerância e desprezo. Esse tipo
de comportamento foi e continua sendo responsável
por grandes tragédias, como a que afeta as crianças
tibetanas. Elas têm sua segurança e liberdade
ameaçadas em seu próprio país,
sendo obrigadas a deixá-lo.
Os pequeninos enfrentam um problema muito parecido
com o das crianças indígenas no Brasil.
Os povos indígenas, que já estavam
aqui muito antes da chegada do homem branco, há
mais de 500 anos, vêm sendo tratados como animais,
são expulsos de suas terras e dizimados por conflitos
e doenças. Estima-se que havia, em 1500, 4 milhões
de índios no território que se tornou
o Brasil. Hoje, há menos de um quarto desse número.
Por quê?
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Quantos
indígenas existem no Brasil?

Fontes: Instituto
Socioambiental / IBGE - Censo 2000
• Mais de 80 etnias foram
extintas;
• Na década de 1990,
a população indígena
cresceu quase seis vezes mais que
a população brasileira
em geral. Mas, segundo o IBGE, isso
não indica necessariamente
que os índios estejam vivendo
mais e melhor. O aumento pode ter
ocorrido por causa da migração
de povos de outros países ou
pelo fato de os índios, que
antes tinham medo ou vergonha de assumir
sua etnia, terem passado a valorizá-la;
• A Funai, ao contrário
do que diz o censo do IBGE (de onde
saíram os dados acima), afirma
que há 400 mil indígenas
no Brasil. Para Maria Izaura Vieira,
que trabalha como enfermeira em tribos
de índios e é integrante
do Conselho Indigenista Missionário
— CIMI —, essa diferença
de números pode estar ligada
a um problema que ela conheceu no
Mato Grosso do Sul (MS): a falta do
registro de crianças pela Funai.
“Há milhares de seres
‘inexistentes’ naquele
estado! Há crianças
que não podem freqüentar
a escola porque não foram registradas.
Só que a Funai tem postos em
praticamente todas as aldeias. Até
hoje, não consigo entender
por que isso acontece”, denuncia.
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