Faça a diferença!
O que você pode fazer para ajudar a melhorar
a qualidade de vida dessas crianças?
Quem dá o recado é Renato Mendes, da
OIT:
“Em primeiro lugar, o estudante deve conversar
com seus pais sobre as causas e conseqüências
do trabalho infantil. Nem sempre os pais têm informação
sobre isso, principalmente os da zona rural. Por exemplo:
às vezes, eles não sabem nem manipular
direito um agrotóxico, muito menos avaliar os
efeitos desse composto no corpo de uma criança”.
Outra idéia de Renato é que crianças
e adolescentes estejam sempre se informando sobre as
formas de trabalho infantil e os efeitos nocivos que
ele traz a seu desempenho escolar e sua saúde.
E também que debatam com seus familiares e colegas
sobre o papel dos pais em manter os filhos na escola,
longe do mercado do trabalho. “Não se pode
inverter os papéis em casa, achando que, para
se manter na escola, a criança deve trabalhar”.
Lembre-se que estudar é um direito de toda criança.
Investigue quantos garotos e garotas, em sua comunidade,
não estão na escola. Descubra por que
isso acontece e se informe sobre maneiras de reverter
esse quadro.
O estudante pode sugerir ao seu professor uma pesquisa
sobre esse tema em sua escola. Juntos, eles podem conversar
com as crianças que trabalham e descobrir por
que se encontram nessa situação, principalmente
para ajudá-las. “Às vezes, o aluno
pode nem saber que está ao lado de um colega
que está precisando de apoio”, finaliza
Renato.
E atenção, garotas: uma das principais
causas que leva as meninas a trabalhar é a chegada
de um filho. Então, é seu papel se informar
sobre sexualidade e métodos de prevenção
à gravidez. Depois, converse com sua mãe,
sua professora, sua médica e suas amigas. Una-se
a elas para que você possa ter uma vida melhor.
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