texto

A crise de 1929

Crédito: Foto de SSA
Multidão para fora do prédio da Bolsa após o crash.

Em 1929 a economia estadunidense apresentava indícios de crise. A indústria do aço declinava. A superprodução de diversos itens já não acompanhava o consumo interno nem externo. A Europa ocidental, que antes importava dos EUA, agora, recuperada economicamente, era autossuficiente.

No campo a situação não era diferente. A população estadunidense não dava conta de consumir a superprodução agrícola. Quanto maior a oferta de produtos, menor os preços e os fazendeiros iam arcando com os prejuízos.

O crédito fácil deixou diversas pessoas endividadas. Grande parte da população estava empobrecendo ou na pobreza. Mas esses reflexos ainda não tinham chegado a Wall Street, distrito financeiro da cidade de Nova Iorque.

Exceto por uma crise em março, recordes de altas se viam na bolsa. A cada alta de uma ação, mais pessoas a compravam e assim sucessivamente. Ao mesmo tempo, nunca se emprestou tanto dinheiro para comprar ações (em alguns casos, emprestava-se 1.000, e ganhava-se 10.000 — um bom negócio).

Em setembro, o preço das ações oscilava entre altas e baixas, tal qual um eletrocardiograma. O colapso começava e teria seu clímax no final de outubro de 1929.

24 de outubro — Os EUA viveriam um dia que entrou para a história como a quinta-feira negra. Milhares de pessoas do lado de fora da bolsa e do lado de dentro estavam em pânico. O valor das ações caía, sem encontrar compradores. Para evitar a quebra, alguns bancos injetaram juntos 100 milhões de dólares para comprar e valorizar ações que despencavam. A medida deu fôlego para a bolsa, mas por pouco tempo.

28 de outubro de 1929 — O dia ficou conhecido como a segunda-feira negra. Diversas pessoas optaram por vender suas ações. O dia terminou com queda de 13% na bolsa e pânico nos investidores.

29 de outubro de 1929 — Era a terça feira-negra. Mesmo com esforços, os banqueiros não conseguiram conter a queda vertiginosa das ações. Os preços estavam baixíssimos, e, mesmo assim, não encontravam compradores. Todos queriam vender. Com uma queda de 12%, o colapso era oficial. A bolsa havia quebrado.

A crise atingiu a todos! Se os grandes investidores perderam milhões, os pequenos perderam as economias de uma vida e os sonhos de um futuro melhor. A década de prosperidade e otimismo definitivamente chegava ao fim, bem como a ilusão da fortuna fácil. Tinha início a Grande Depressão que atingiria não somente os EUA, mas todo o mundo capitalista.