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Por que há mais dengue
no Rio de Janeiro?
O clima tropical explica por que o Rio de Janeiro tem sido
o foco principal das epidemias brasileiras. Mas está
longe de ser a única justificativa. Falta entender
por que outras cidades de mesmo clima têm índices
menos alarmantes de dengue. É que o Aedes aegypti
faz mais vítimas nas regiões mais densamente
povoadas. E nesse quesito, o Rio de Janeiro só perde
para o Distrito Federal. No Rio, nada menos que 314,4 habitantes
(dados de 1999) se apertam em cada quilômetro quadrado.
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| Nas grandes manchas urbanas,
como no Rio, é mais difícil combater a
dengue. Na foto, agente de saúde procura focos
do mosquito em caixa d'água. |
Por isso, não basta torcer para que as altas temperaturas
digam "até breve". Em grandes concentrações
urbanas, os problemas que favorecem a dengue são
os de sempre, não só os do verão. São
as deficiências na rede de água encanada e
na coleta de lixo. Quanto mais comuns são os cortes
no abastecimento de água, mais a população
é obrigada a ter reservas em latas e baldes. É
justamente aí que o mosquito se reproduz. Se o entulho
não é recolhido, o Aedes aegypti põe
ovos na água que se acumula em objetos de plástico
ou vidro deixados ao deus-dará.
Está redondamente enganado quem pensa que a dengue
é problema apenas das favelas. Ao contrário
das doenças que proliferam nas periferias onde o
esgoto corre a céu aberto, o mosquito da dengue odeia
água suja. Ele prefere pôr seus ovos na água
parada dos pratos de plantas do quintal, em objetos jogados
no terreno baldio ao lado da sua casa ou que foram largados
nas ruas e calçadas. Uma boa maneira de combater
a dengue é respeitar o meio ambiente, dar a destinação
correta ao lixo e não deixar o jardim só aos
cuidados da chuva.
Imagem cedida pela ONG sueca UBV. Foto
de Erik Gustavsson.
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