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Foto: Marlene Bérgamo/Ed Viggiani
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  NOTÍCIAS ANTIDROGAS

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Guga fará campanha mundial antidrogas

A Federação Internacional de Tênis anunciou que Gustavo Kuerten, a suíça Martina Hingis, a russa Anna Kournikova, a americana Monica Seles e o espanhol Alex Corretja, estarão participando do projeto que alerta novos atletas sobre o uso perigoso de esteróides anabolizantes no esporte.

Lobão se engaja na luta pela redução de danos

No final de maio de 2001, o cantor e compositor Lobão abraçou uma campanha do Ministério da Saúde dirigida aos usuários de drogas injetáveis (UDIs). São dois os objetivos: estimular os usuários a não compartilhar seringas e sensibilizar a população sobre a importância da distribuição de seringas aos dependentes. Pesquisa feita em Itajaí-SC revela que 85% dos usuários admitiram ter partilhado agulhas.
Um em cada quatro casos de Aids no país estão direta ou indiretamente ligados ao uso de drogas injetáveis. Acredita-se que mais da metade dos 800 mil UDIs, segundo estimativa, esteja infectada com o vírus da Aids e 60% deles tenham o vírus da hepatite C no organismo. O programa de redução de danos existe desde 1994, no entanto, apenas 35 mil usuários já foram atendidos por 40 projetos. (Fonte: ANDI - Agência de Notícias da Infância e da Adolescência)
Mais informações: Assessoria de Imprensa da Coordenação Nacional de DST e Aids (61) 315-2544/225-0407.

Justiça seja feita: tratamento é melhor que cadeia

Foto: Marlene Bérgamo/Ed Viggiani
Cena do filme
Bicho de Sete Cabeças.

O Estado do Rio de Janeiro inaugurou, em meados de junho de 2001, o Programa Especial para Dependentes Químicos. O objetivo é tratar com medidas socioeducativas os adolescentes que forem flagrados usando drogas ou cometam pequenos furtos para alimentar o vício.
Em vez de serem privados da liberdade, os 50 jovens atendidos numa fase inicial receberão tratamento em hospitais conveniados e serão submetidos a testes semanais para saber se não tiveram nenhuma recaída. Entrevistas definirão os beneficiados e excluem quem cometeu crimes violentos.
Inspirado nos tribunais antidrogas americanos, para cada dólar empregado em programas como esse, dez deixam de ser gastos nas prisões. Salvador e Recife também já adotaram a idéia. (Fonte: Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo)

Reincidência Zero

Na mesma linha do tribunal carioca, o Conselho de Entorpecentes do Distrito Federal (CNEN) quer dar atendimento especial ao jovem infrator que comete pequenos delitos sob efeito de entorpecentes. Através da Justiça Terapêutica, os jovens presos, após terem consumido drogas, não vão parar nas cadeias. Os dirigentes do CNEN argumentam que a reincidência no crime é praticamente nula. (Fonte: Jornal de Brasília)

SP pode ter escola para recuperação de dependentes

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, reuniu-se no final de maio com Manuel Tornare, vice-presidente do Conselho Administrativo e atual prefeito de Genebra. Tornare manifestou sua intenção de liberar recursos para compra de equipamentos e pagamento de professores, visando à inauguração de um instituto profissionalizante, na área hoteleira, destinada à recuperação de dependentes de drogas.
Caberia à Prefeitura de São Paulo ceder o espaço para a escola, que funcionaria nos moldes do projeto implantado no Rio de Janeiro, também em parceria com a cidade suíça. Localizado no bairro de Botafogo, o centro já formou cerca de 600 adolescentes e contribui para sua inserção no mercado de trabalho. "Mitos trabalham em hotéis no Brasil de origem suíça, como a rede Othon", disse Tornare. (Fonte: Folha Online)

Deputado quer que SUS ajude na desintoxicação de dependentes

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados pretende alterar o tratamento dado pelo SUS aos dependentes de nicotina, álcool e entorpecentes.
Segundo estimativas, há no país 40 milhões de dependentes, cerca de um entre quatro brasileiros.
No final de junho de 2001, o deputado Nelson Pelegrino (PT-BA) apresentou um projeto de lei que prevê que o Sistema Único de Saúde (SUS) se responsabilize pela desintoxicação dessas pessoas. A proposta é que o SUS forneça recurso para internação ou semi-internação, custos com remédios, acompanhamento psicológico individual e em grupo. (Fonte: Correio Braziliense)