Movimento sufragista no mundo


Quem desperdiça seu voto votando em branco ou nulo não imagina quantas pessoas morreram pelo direito de escolher seus governantes. Até meados do século XIX, as mulheres serviam somente para afazeres domésticos e procriação. Não tinham direito nenhum, muito menos ao voto!
Com a urbanização e a industrialização do século XIX, período em que centenas de famílias chegaram às cidades para trabalhar nas fábricas, as mulheres deixaram de ser somente donas de casa e passam a fazer parte da vida econômica de países como França, Grã-Bretanha e EUA.

Na Grã-Bretanha, por exemplo, no início do século XX, cerca de 70,8% das mulheres solteiras, entre os 20 e os 45 anos, tinham um trabalho remunerado. Toda essa mudança no cenário econômico e social resultou em uma maior conscientização feminina sobre a importância de lutar pelos seus direitos e provocou uma clara aceleração do movimento feminista, cujos objetivos eram: o direito de voto, a melhoria da educação, o acesso a uma profissão, a abertura de novos horizontes laborais, a equiparação dos sexos na família e a dupla moral sexual.
A luta incessante pelo direito ao voto, marco do movimento sufragista, representa um diferencial na história da democracia, pois denuncia a condição de subalternidade das mulheres e as muitas interdições que cerceavam seu direito de existir e de se manifestar como cidadãs de direito. “A negação desse direito às mulheres traduzia o não reconhecimento a sua condição de SER. Essa interdição refletia em muitas situações: limitação ao direito de ir e vir, limitação a alguns campos de trabalho, limitação do acesso à educação. Essa interdição forçava o seu silêncio e sua timidez”, esclarece a doutora em sociologia da Universidade Estadual Paulista, Maria Mary Ferreira.