Mulheres vão às ruas


O movimento sufragista britânico dividiu-se em duas correntes: a moderada e a radical. A primeira, encabeçada por Millicent Garret Fawcet (1847-1929), chegou a contar com mais de 100 mil membros e por meio de comícios e propaganda seguia sempre uma estratégia de ordem e de legalidade.

Com a ausência de resultados da corrente moderada, no início do século Emmeline Pankhurst (1858-1928) criou a União Social e Política das Mulheres. Conhecidas pelo apelido pejorativo de “suffragettes”, as ativistas muitas vezes recorriam a práticas de violência e sabotagem para chamar a atenção da população às suas causas. As manifestantes foram severamente punidas, chegando a fazer greve de fome nas prisões e tendo de ser alimentadas à força. Essa situação chamou a atenção da opinião pública, porém somente com a chegada da Primeira Guerra, quando as mulheres assumiram importantes papéis na economia do país, é que o sufrágio feminino teve finalmente de ser reconhecido.

Em 1918, uma nova lei eleitoral permitiu às britânicas maiores de 30 anos o direito de voto. Dez anos depois, em 1928, uma nova lei, a "Equal Franchise Act", afirmava, por fim, que todas as mulheres maiores de idade alcançavam o almejado direito ao sufrágio. Essa lei britânica estimulou mulheres de diversos outros países a buscarem seus direitos ao voto.
Apesar de o movimento ter sido mais forte na Inglaterra e nos Estados Unidos, o primeiro país a permitir o voto feminino foi a Nova Zelândia, em 1883.