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Abolicionistas e liberais
O envolvimento da Faculdade de Direito do Largo São Francisco
na política é de longa data. Ela foi um dos berços
dos principais movimentos de renovação social do Brasil
Império: o abolicionista e o republicano. Entre os abolicionistas,
destacam-se os ex-alunos José Bonifácio e Joaquim
Nabuco. No meio acadêmico também proliferaram movimentos
liberais. O principal porta-voz desse ideário foi Líbero
Badaró, líder da imprensa oposicionista. Professor
de Geometria da faculdade, Badaró era um polemista nato.
Em 1830, fundou o Observador Constitucional, segundo jornal
da Província de São Paulo. Já no primeiro dia
de circulação, escreveu: "Não devia vegetar
no Brasil a planta do despotismo." Eminente agitador político,
Badaró calou-se somente em 20 de novembro do mesmo ano, quando
foi brutalmente assassinado. Com sua morte, aumentaram o descontentamento
e as manifestações de protesto contra o absolutismo
de D. Pedro I, que abdicou ao trono em 7 de abril de 1831.
O pensamento liberal dentro da faculdade favoreceu o surgimento
de sociedades secretas de papel crucial nos acontecimentos da Primeira
República. A mais importante foi a Burschenschaft
do alemão, confraria de camaradas , fundada por Júlio
Frank e mais conhecida como "Bucha". Acredita-se que boa
parte dos políticos da época freqüentava suas
reuniões.
Durante a Revolução Constitucionalista de 32, os
estudantes se manifestaram contra o governo provisório de
Getúlio Vargas. Chegaram ao extremo de recorrer à
luta armada para ver restabelecidos o regime constitucional e a
autonomia estadual. Em memória aos revolucionários,
foi erigido um monumento no Pátio das Arcadas aos que não
retornaram aos bancos acadêmicos.
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