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Buscar: [criminoso] [»] Procurar informações na Internet é moleza. Basta digitar a palavra-chave e pronto! Infelizmente, encontrar um criminoso virtual não é tão fácil assim.
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| Foto: Dudu Cavalcante/Keydisc |
“Antes, era possível identificar o que temer e onde encontrar o inimigo. Com a Internet, perdemos esse referencial: o espaço se tornou universal, e o inimigo pode se esconder de várias maneiras”, explica o educador Celso Antunes. |
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O que Celso quer dizer é que, hoje, alguém que mora na China pode roubar um banco da sua cidade, em poucos minutos e a distância. Até que se descubra esse roubo e se iniciem as investigações, o ladrão já teve tempo de sobra para fugir (como se ele precisasse fazer isso!).
“Não que a Internet tenha tornado as coisas menos rastreáveis”, afirma Demi Getschko, do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Os bons provedores de acesso normalmente registram e arquivam informações sobre a navegação dos usuários domésticos, e isso pode ajudar muito no caso de uma investigação policial. Não há lei que exija isso, mas são normas de uma cartilha do Comitê que os provedores procuram seguir. “Inclusive, agora algumas lan houses estão registrando seus usuários para permitir um rastreamento de suas ações”, lembra.
| Vimo - Moacir Francisco / Positivo Imagens |
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| Crime ágil, justiça burocrática: “papelada” pode atrasar um processo por cibercrime em mais de 2 anos. |
Mas, ironicamente, para ter acesso a isso, a polícia depende das leis do mundo real, da famosa “papelada”. Pois registros de navegação, dados cadastrais e tudo mais que possa ser chamado de “pessoal” são considerados informações confidenciais e de propriedade do usuário e do provedor. Para obtê-las, é preciso precisa obedecer aos trâmites legais, e aí entram aquelas palavrinhas que tanto nos irritam — burocracia e lentidão —, principalmente quando a ocorrência envolve um site hospedado em outro país.
“Para solicitar dados do Orkut, por exemplo, preciso expedir uma carta rogatória à Corte norte-americana. Se esta entender que a solicitação é cabível, determina ao Orkut, lá em Nashville, que os forneça. A partir desse momento, as informações são enviadas à Corte e só então chegam aqui. Na melhor das hipóteses, esse processo pode levar de seis meses a dois anos”, exemplifica o delegado Demetrius Gonzaga, do Paraná.
É preciso dizer mais alguma coisa?
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