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Você já sabe que a Internet é uma ferramenta extremamente útil, e é ótimo que cada vez mais pessoas tenham acesso a ela. Na teoria, quanto mais gente usar (e quanto mais se usar), melhor ainda a rede vai ficar. Afinal, teremos mais pessoas produzindo conteúdo interessante, tendo acesso a informações de todos os lugares do mundo, etc. O problema é que vem acontecendo exatamente o contrário.

Enquanto o número de usuários e sites cresce, aumenta também a ocorrência de problemas relacionados à falta de segurança e ética. Como vimos, o Brasil é o país onde mais se navega no planeta. É também, infelizmente, onde mais se praticam crimes pela Internet. E não estamos falando apenas de vírus.

Hoje em dia, há toda uma variedade de ameaças tecnológicas que podem, por exemplo:

- danificar seus arquivos;

- arruinar seu site/blog (colocar nele coisas que você não escreveu, por exemplo);

- roubar suas senhas;

- transformar sua máquina em um “zumbi” retransmissor de ameaças (sem que você perceba).

Os ataques e vírus estão ficando cada vez mais sofisticados, e é praticamente impossível para empresas e especialistas em segurança acompanhar a dinâmica dos criadores de ameaças. É claro que os fabricantes de software estão sempre atualizando seus produtos com “patches” (em inglês, “remendos”) que diminuem os riscos para o usuário, mas mesmo esse esforço tem se mostrado insuficiente, já que normalmente isso só é feito depois que acontece alguma falha. “No caso dos vírus, a vacina só surge depois, pois é como uma doença. É impossível ‘prevenir’ o surgimento de um vírus”, explica Demi Getschko, do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

A rede é um campo tão fértil para a bandidagem que foi criado um nome só para definir os crimes do mundo virtual: cibercrimes. Muitos estados brasileiros têm divisões especiais para tratar do problema. Como explica o delegado Demetrius Gonzaga, do Núcleo de Combate aos Cibercrimes da Polícia Civil do Estado do Paraná, cibercrime é todo delito praticado com a utilização de meios eletrônicos, como computadores e redes de comunicação. Os mais comuns? “Calúnia, injúria, difamação, estelionato, falsidade ideológica, crimes contra o patrimônio, etc.”, ele enumera. Todos eles já existiam antes da Internet. O fato é que a rede não “criou” nenhum tipo de delito, apenas possibilita que os bandidos encontrem meios mais poderosos e “seguros” de infringir a lei. “O criminoso descobriu que não precisa mais trocar tiros para assaltar um banco. Hoje, ele pode fazer a mesma coisa com vantagens, sem correr tantos riscos e sem levantar da cadeira”, completa o delegado.

• Saiba mais sobre cibercrimes lendo a íntegra da entrevista que o portal fez com o delegado Demetrius Gonzaga.

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